Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Os Liberais (FDP), um dos partidos do governo de centro-direita alemão, iniciam hoje em Rostock (nordeste da Alemanha) o seu congresso nacional, onde tentarão ultrapassar a crise diretiva gerada por sucessivos desaires nas últimas eleições regionais.
Os Liberais (FDP), um dos partidos do governo de centro-direita alemão, iniciam hoje em Rostock (nordeste da Alemanha) o seu congresso nacional, onde tentarão ultrapassar a crise diretiva gerada por sucessivos desaires nas últimas eleições regionais.
O presidente designado do partido, Philipp Roesler, impôs esta semana uma rotação nas estruturas dirigentes, que implicou também uma mini-reestruturação do executivo de Angela Merkel.
Anteriormente, a direção nacional dos Liberais já tinha decidido que Guido Westerwelle se manterá como ministro dos Negócios Estrangeiros, mesmo depois de se ter demitido da presidência do partido que conduzira ao melhor resultado eleitoral de sempre, 14,6 por cento, nas legislativas de 2009.
Desde então, porém, o FDP tem somado fracassos. O partido é acusado de não ter cumprido promessas eleitorais de baixar impostos, e de ter defendido uma política nuclear desacreditada pela catástrofe de Fukushima, no Japão (que forçou o governo alemão, pressionado pela opinião pública, a repensar a decisão de prorrogar o encerramento das centrais nucleares por mais 12 anos).
O Congresso, que se prolongará até domingo, servirá também para definir a política europeia do FDP, nomeadamente no que se refere à criação de um Mecanismo de Estabilização Permanente (ESM) do euro a partir de 2013.
A moção apresentada pela direção liberal aceita a criação do ESM, embora com critérios rigorosos, para tentar apaziguar os eurocéticos no seio do partido, que têm adquirido cada vez maior expressão.
No essencial, a moção, redigida sob a batuta de Guido Westerwelle, reflete as posições do governo alemão em termos de ajudas a países europeus em dificuldades financeiras.
Do outro lado da barreira está o grupo liderado pelo economista e deputado Frank Schaeffler, que acusa os dirigentes nacionais de estarem a contrariar a deliberação tomada no congresso do ano passado, em Colónia, contra a criação do ESM, por receio de que a aplicação deste princípio obrigue o partido a abandonar o governo.
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