Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A União Europeia celebra amanhã o 61.º aniversário do Dia da Europa com manifestações públicas nos 27 estados-membros para assinalar os feitos desde 09 de maio de 1950.
A União Europeia celebra amanhã o 61.º aniversário do Dia da Europa com manifestações públicas nos 27 estados-membros para assinalar os feitos desde 09 de maio de 1950.
As principais instituições europeias em Bruxelas têm hoje as “portas abertas” aos cidadãos.
No edifício sede da Comissão Europeia conhecido por Berlaymont haverá visitas guiadas à sala onde todas as semanas o colégio de comissários europeus se reúne no 13.º andar.
Fora do edifício há atividades de rua para entreter adultos e crianças, como música ao vivo e distribuição de produtos agrícolas europeus.
Na sede do Conselho da União Europeia, onde os ministros dos estados-membros se reúnem habitualmente, a presidência húngara dos 27 também organiza espetáculos de dança e música do país.
O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, vai estar presente para encontros com o público.
Numa iniciativa conjunta da UE e de uma rede de cinemas na Bélgica, 27 filmes provenientes dos estados-membros da UE são apresentados, a fim de celebrar e promover a diversidade cultural na Europa.
O filme português representado será “A espada e a rosa” de João Nicolau.
O Dia da Europa também é celebrado em Portugal em vários eventos com animações de rua, concertos, debates e stands de informação.
Em 09 de maio de 1950, o então ministro dos Negócios Estrangeiros francês Robert Schuman lançou a ideia de "colocar em conjunto a produção do carvão e do aço sob uma alta autoridade comum, numa organização aberta à participação de outros países da Europa".
O projeto foi materializado em abril de 1951 na Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), integrada por dois países que apenas alguns anos antes se tinham combatido, França e Alemanha, e por quatro outros que aderiram ao projeto, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo.
Mas a ideia, cuja paternidade deve ser atribuída, em rigor, a um incógnito colaborador de Schuman, Jean Monet, transportava já em embrião uma dinâmica de transformação e crescimento, que derrubou fronteiras, criou um mercado e uma moeda comuns e ainda deu à Europa meio século de paz.
Bulgária e Roménia foram os últimos estados a aderir à UE, em 2007, mas muitos continuam a "bater à porta" de uma instituição que já tem 27 membros.
Conceitos como o de moeda única, de uma força de segurança europeia e de uma representação comum externa (uma espécie de ministro dos Negócios Estrangeiros europeu), a cooperação nos domínios judicial e policial e a cidadania europeia foram, a pouco e pouco, ganhando forma.
O Tratado de Lisboa, assinado na capital portuguesa a 13 de dezembro de 2007, é a última alteração institucional no projeto europeu e visa facilitar o funcionamento das instituições europeias.
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