Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O ex-ministro socialista António Vitorino evocou o papel dos ex-primeiro-ministros Mário Soares, António Guterres e José Sócrates na construção europeia e criticou o PCP por defender a saída de Portugal do euro.
O ex-ministro socialista António Vitorino evocou o papel dos ex-primeiro-ministros Mário Soares, António Guterres e José Sócrates na construção europeia e criticou o PCP por defender a saída de Portugal do euro.
António Vitorino, ex-comissário europeu e mandatário da lista europeia do PS, falava ontem no comício socialista de Castelo Branco.
António Vitorino sustentou a tese de que o PS "é o partido mais europeísta" de Portugal, algo que considerou ser difícil de suportar pelas forças políticas de "direita".
Tal como faria no discurso seguinte Francisco Assis, o ex-ministro socialista recorreu então História recente de Portugal para referir que foram governos liderados por Mário Soares que iniciaram e concluíram a adesão do país à Comunidade Económica Europeia e, ainda, que foi um executivo presidido por António Guterres que permitiu a Portugal entrar na moeda única.
"Sei que esta vai doer. Se há hoje um tratado que rege a União Europeia, ele foi aprovado numa presidência portuguesa quando era primeiro-ministro José Sócrates", declarou Vitorino.
Após as referências a Soares, Guterres e Sócrates, António Vitorino disse que "todos dos socialistas" estão unidos em torno da candidatura de Francisco Assis ao Parlamento Europeu e da candidatura a primeiro-ministro de António José Seguro.
O ex-comissário europeu fez depois um discurso em defesa dos benefícios que chegaram a Portugal por o país estar integrado na União Europeia, "mesmo hoje com o país sujeito a uma austeridade cega, numa Europa comandada pela direita".
António Vitorino considerou por isso "um dever moral" dos cidadãos participarem nas eleições de domingo e atacou a linha seguida pelo PCP contra a integração europeia.
"Não é possível ir atrás de soluções fáceis, porque a ideia de sair do euro é uma pura mistificação. Aqueles que a defendem escondem as consequências dramáticas que essa decisão teria para as condições de vida dos portugueses. Como povo podemos ter defeitos, mas nós não viramos a cara às dificuldades", declarou.
Segundo o ex-comissário europeu, "não é fugindo dos problemas que os problemas se resolvem".
"Por muito que o PCP pretenda convencer que sair do euro o mundo de tornará num paraíso, a realidade é diferente. É na Europa e no euro que o PS quer ganhar", acrescentou.
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