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Região 29 de abril de 2014

Castelo Branco: Prisão recebe centro de reciclagem de computadores

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Estabelecimento Prisional de Castelo Branco (EPCB) vai arrancar com um projeto-piloto de capacitação profissional e de reintegração dos reclusos, que envolve a criação de um centro de recondicionamento e reciclagem de computadores, foi hoje anunciado.

O Estabelecimento Prisional de Castelo Branco (EPCB) vai arrancar com um projeto-piloto de capacitação profissional e de reintegração dos reclusos, que envolve a criação de um centro de recondicionamento e reciclagem de computadores, foi hoje anunciado.

"Este projeto surge ao abrigo do Plano Nacional de Reabilitação e Reinserção (PNRR). Pretende-se alterar o atual paradigma e dotar os reclusos de instrumentos que os capacitem para a vida ativa", declarou o subdiretor-geral da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Licínio Lima explicou que dos 14 mil reclusos que integram a população prisional do país "30% estão em ocupação laboral e 60 desses 30% têm ocupações muito repetitivas e pouco aproveitadas em contexto de liberdade".

Neste sentido, a DGRSP decidiu apostar nas novas tecnologias de informação para capacitar e dotar os reclusos de instrumentos que lhes sejam úteis em liberdade.

O projeto começou a ganhar corpo após uma reunião no ministério da Justiça, que juntou o CDI Portugal - Centro de Inclusão Digital e a Microsoft Portugal.

"Foi lançado o desafio [CDI e Microsoft] para a criação de uma unidade de reciclagem de computadores, no sentido de dar um fim ao material obsoleto oriundo do próprio Ministério da Justiça e que pudesse criar alguma sustentabilidade económica e dotar os reclusos de competências", referiu Licínio Lima.

O desafio foi de imediato aceite pelos parceiros e a escolha recaiu no EPCB, pelo dinamismo demonstrado pela sua diretora, Fátima Jerónimo, mas também porque " em Castelo Branco já havia tradição na reciclagem de computadores", adiantou.

Licínio Lima acrescentou ainda que o EPCB, um antigo quartel militar, possui "condições logísticas e físicas adequadas e com espaço para poder montar uma oficina e fazer a armazenagem dos equipamentos", além de ter acessos facilitados com uma segunda portaria.

Outra questão que esteve na base da opção por Castelo Branco está ligada ao facto de o estabelecimento prisional se situar numa região do interior do país, onde os reclusos "possuem menos oportunidades e se debatem com dificuldades acrescidas".

O projeto começou a ganhar forma em contexto de sala de aula, quando os reclusos que frequentam o ensino secundário (área profissionalizante em informática), no EPCB, começaram a reciclar e a reutilizar os computadores que estão agora a ser utilizados nas aulas ministradas no estabelecimento prisional.

Atualmente, dos 128 reclusos que estão no EPCB, cerca de 70 estão a frequentar os diferentes graus de ensino ali ministrados, desde o 1.º ciclo ao ensino secundário.

Este projeto-piloto pretende melhorar as competências relacionais e promover a capacitação profissional e tecnológica da população prisional, facilitando a sua reintegração na sociedade e reduzindo o risco de reincidência criminal.

Através do centro pretende-se ainda promover a aquisição e desenvolvimento de competências, responsabilidades e projetos de vida por parte destes reclusos, capacitando-os em atividades que promovam a empregabilidade e o empreendedorismo.

Entre outras atividades, os reclusos vão receber formação, não apenas em instalação e configuração de equipamentos informáticos, mas também de diagnóstico e reparação de avarias, planeamento e execução, formação em “software” e em plano de negócio.

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