Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Sob o lema “não à austeridade – por um Europa social, pelo emprego e bem-estar, por impostos e leis equitativos”, o protesto está convocado para a capital húngara no dia em que se realiza a reunião informal do Conselho Económico dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECOFIN).
João de Deus, presidente da UGT, disse à Lusa que as Centrais Sindicais Europeias irão dizer “NÃO” à austeridade, exigindo mais Europa social, salários mais justos e empregos de qualidade.
A representação portuguesa neste evento, adiantou, faz ainda mais sentido num momento em que Portugal recorre à ajuda externa e “está a ser atingido pelas medidas restritivas de uma Europa cada vez menos social”.
A representar a UGT neste protesto europeu convocado pela Confederação Europeia de Sindicatos (CES) e as suas seis filiadas húngaras (LIGA, ASZSZ,SZEF, ESZT, MSZOSZ e MOSZ) estarão, além de elementos diretivos da UGT, vários secretários gerais de sindicatos que integram a central sindical portuguesa.
Igualmente presente nesta ação sindical, onde serão exigidos salários mais justos estará também a CGTP que se fará representar por Mário David Soares, membro do Conselho Nacional, e por Ana Pires, da direção nacional da interjovem/cgtp.
Em declarações à Lusa, Mário David Soares disse esperar que esta manifestação alerte para a necessidade da Europa seguir um outro caminho porque a atual situação é insustentável.
“Os sindicatos não se manifestam por serem contra pelo contra mas porque defendem outras soluções assentes no crescimento com sacrifícios repartidos, que aposte na qualidade do emprego e nas pessoas e que não mantenha o mesmo sistema causador da crise”, disse.
No seu manifesto referente ao protesto que irá desenvolver em Budapeste, a Confederação Europeia refere que a crise não foi causada pelos trabalhadores e que as medidas de austeridade foram apenas tomadas para acalmar os mercados financeiros.
Estas medidas, adianta a confederação, devem ter como alvo os especuladores e não os trabalhadores e que a Europa deve trabalhar para uma sociedade mais solidária para com os cidadãos.
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