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Europa 6 de abril de 2011

Espanha não precisa de ajuda internacional

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O diretor do FMI considerou hoje que Espanha não precisa de ajuda internacional e tem desenvolvido reformas e políticas “corretas” que distanciaram o país de outros da periferia da UE, como a Grécia. O diretor do FMI considerou hoje que Espanha não precisa de ajuda internacional e tem desenvolvido reformas e políticas “corretas” que distanciaram o país de outros da periferia da UE, como a Grécia.

“Os mercados estão a responder e está a fazer-se o adequado. É difícil para o país e para o Governo fazer o correto, mas estão a fazê-lo”, afirmou Dominique Strauss-Kahn, numa entrevista divulgada hoje pelos jornais Washington Post, La Repubblica e El Pais.

Questionado sobre a resposta da UE à crise na zona euro, o responsável máximo pelo FMI considerou que um dos maiores problemas é “a falta de instrumentos de governo coletivo”, agravado por problemas de liderança.

“Não se trata só de um problema sobre que políticas se usam agora mesmo, mas da liderança na Europa. Todos os países da zona euro têm um problema disso, de liderança”, afirmou.

O sistema “está desenhado de uma forma que funcionou muito bem em tempos de calma, mas obviamente está a funcionar mal nesta tempestade. E essa é a opinião dos mercados, dos sindicatos, dos empresários, dos cidadãos”, afirmou.

Para Strauss-Kahn, “muitos duvidam que haja um piloto que esteja a conduzir a zona euro na direção adequada”.

Questionado sobre os temas mais prementes da atualidade económica, Strauss-Kahn admitiu que se o preço do barril de petróleo se consolidar acima dos 120 dólares, “haverá alguns efeitos” na economia global.

“Não haverá efeitos terríveis, mas alguns efeitos na recuperação. A questão é quanto durará a situação atual e creio que é demasiado cedo para prever”, afirmou, recordando as situações no Norte de África, Médio Oriente e Japão.

Sobre a possibilidade de uma subida das taxas de juro, Strauss-Kahn recordou que apesar de a inflação ser "um grande risco para os países emergentes”, não representa agora grande risco para os "países em desenvolvimento”.

Insistindo que cabe ao Banco Central Europeu (BCE) tomar a decisão, e apesar de um aumento de juros ter um impacto sobre o euro, Strauss-Kahn insistiu que “o valor das moedas não deve ser usado como desculpa para evitar os ajustes necessários”.

E ainda que um aumento dos juros “não ajude ao crescimento”, o câmbio das moedas “não é um obstáculo importante”, disse.

Em termos gerais, Strauss-Kahn rejeitou que se tenha tornado num defensor “de mais Governo”, mas sim “de mais Estado, de mais bem público”, seja através de novas regulações a nível dos bancos centrais ou “de toda a esfera pública que deveria fazer mais do que fez no passado”.

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