Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Uma fábrica de aglomerados de madeira do Fundão, que tinha encerrado em 2012, recomeçou a trabalhar pelas mãos de um novo empresário, num investimento global de um milhão e trezentos mil euros, disse o proprietário.
Uma fábrica de aglomerados de madeira do Fundão, que tinha encerrado em 2012, recomeçou a trabalhar pelas mãos de um novo empresário, num investimento global de um milhão e trezentos mil euros, disse o proprietário.
"Adquirimos a fábrica em leilão por um milhão e cem mil euros e, antes de reabrirmos, fizemos uns trabalhos de beneficiação e manutenção no valor de cerca de 200 mil euros", especificou Manuel Costa, que é também proprietário da Respol de Leiria e de outras empresas do ramo das resinas, que movimentam anualmente cerca de 250 milhões de euros e dão emprego a mais de 200 trabalhadores.
A aposta no Fundão, cidade da qual Manuel Costa só conhecia as cerejas, surgiu na sequência da falência da antiga Cidesa e depois um repto lançado por um fornecedor desta fábrica, que também já tinha trabalhado com este empresário.
“Foi um antigo resineiro que agora só trabalha com madeira e foi lá ter comigo e disse 'vá lá comprar aquilo' e eu vim. Gostei do que vi, reuni com o presidente da câmara para saber se havia hipótese de levar isto para a frente e depois no dia do leilão fiz a minha proposta", contou hoje, no final de uma visita aberta que realizou à fábrica.
Manuel Costa explicou que a opção foi sempre a de voltar a colocar a empresa a trabalhar, o que concretizou menos de um ano depois de adquirir a fábrica, à qual deu o nome de PlaFund.
"Quis juntar o nome da terra", esclareceu.
Manuel Costa referiu ainda que a empresa continua a trabalhar na produção de contraplacados e aglomerados de madeira e que manteve grande parte dos antigos trabalhadores.
"Começámos com 22 trabalhadores, quase todos empregados da antiga fábrica, e é provável que ainda possamos ir buscar mais 10 porque queremos aumentar os turnos de produção. Estamos a fazer 24 sobre 24 horas em dois turnos, mas se tudo correr bem, vamos passar a três turnos", esclareceu.
Manuel Costa enalteceu ainda a forma como foi "recebido" no Fundão e adiantou que na calha já existe outro projeto de investimento, que pode chagar aos dois milhões de euros.
Sem querer adiantar pormenores, o empresário limitou-se a dizer que se trata de um projeto relacionado com a fileira da floresta e das madeiras.
Presente na visita à fábrica, o presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, mostrou-se muito satisfeito pelo desenrolar do processo, que culminou sem que o espaço se tenha transformado num projeto imobiliário.
"Trabalhámos bastante, tivemos que desmontar algumas vertentes menos positivas que havia, como as tentativas que se verificaram de transformar este espaço industrial num espaço imobiliário, mas foi possível e não podia estar mais satisfeito", disse.
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