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Europa 25 de março de 2011

UE/Cimeira: "Pergunto-me como foi possível..."

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O primeiro-ministro José Sócrates disse hoje em Bruxelas que muitas vezes se pergunta “como foi possível” os partidos da oposição “fazerem isto ao país”, ao reprovarem o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), precipitando a queda do Governo.

“Muitas vezes me pergunto: como é que foi possível terem feito isto ao país? (…) Era óbvio que a nossa situação ficaria mais enfraquecida”, assinalou, acrescentando que “bastaram 24 horas” para que as agências de notação baixassem a notação da dívida portuguesa. “E só lá vão 24 horas”, sublinhou.

Embora destacando que a situação de Portugal “ficou pior” depois da reprovação do PEC pela Assembleia da República, Sócrates insistiu, numa conferência de imprensa particularmente concorrida e seguida pela imprensa internacional, que “Portugal não precisa de aderir a nenhum fundo de resgate” e irá cumprir "os seus compromissos com a Europa".

Numa concorrida conferência de imprensa após o Conselho Europeu, a primeira desde que, na passada quarta-feira, a Assembleia da República rejeitou o PEC, Sócrates não poupou críticas aos partidos da oposição, que acusou de não terem respeitado o país, ao recusarem qualquer diálogo.

“Nunca pensei, é verdade, que a oposição fosse tão longe e não tivesse um mínimo de consciência do interesse nacional, um mínimo de respeito pelo país, por forma a recusar qualquer negociação, qualquer conversa, qualquer compromisso. Não, isso não me ocorreu", disse, em resposta à imprensa internacional.

Argumentando que “durante duas semanas” não fez outra coisa que não fosse “apelar aos partidos da oposição, para que pensassem duas vezes, para que estivessem ao lado do seu país, pensando nas consequências que teria o chumbo do PEC”, Sócrates lamentou que estes tivessem atirado “para o caixote do lixo uma declaração de apoio do Banco Central Europeu e da Comissão Europeia, absolutamente fundamental para que Portugal possa resolver os seus problemas”.

“O que é mais lamentável não é tanto que se chumbe um programa, o que é mais lamentável é que não se apresente um alternativo”, acrescentou.

Sustentando que o que Portugal precisa “é de políticos responsáveis, não de populismo”, Sócrates desafiou a oposição a apresentar agora medidas alternativas.

“Se os partidos querem contribuir para a melhoria da credibilidade do nosso país, pois então que apresentem as suas propostas, que apresentem essas alternativas, já que não o fizeram antes. Mas façam-nos agora, para que os mercados saibam que, independentemente do que vier a acontecer, nós cumpriremos aquilo que é o nosso dever, que o país não será entregue a nenhum vendaval populista”, concluiu.

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