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Mundo 2 de dezembro de 2013

Bob Dylan acusado de racismo pela Croácia

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Visto como um forte apoiante do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos na década de 1960, o cantor Bob Dylan está agora a ser processado por racismo, pela Croácia.

Visto como um forte apoiante do movimento pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos na década de 1960, o cantor Bob Dylan está agora a ser processado por racismo, pela Croácia.

Representantes do Conselho de Croatas na França deram entrada a uma queixa-crime contra uma entrevista dada em 2012, onde Dylan fazia uma comparação entre croatas e nazis.

«Os comentários de Dylan foram um incitamento ao ódio», afirmou o secretário do grupo, Vlatko Maric, acrescentando que o Conselho está à espera de um pedido de desculpas.

A polémica surgiu há mais de um ano, numa entrevista que Dylan concedeu ao jornalista Mikal Gilmore da revista Rolling Stone. Entre os vários assuntos abordados na conversa, a escravatura e o racismo foram temas e a guerra fria entre a Sérvia e a Croácia serviu como exemplo numa das respostas.

«(Os Estados Unidos» é todo ´baralhado` na questão da cor (de pele)», disse o compositor. «Os negros sabem que alguns brancos não queriam desistir da escravatura, e que se estivessem à vontade eles estariam ainda no tronco. Se você tem um senhor de escravos ou (Kux Klux) Klan no sangue, os negros conseguem sentir. Isso continua assim até hoje. Tal como os judeus conseguem sentir sangue nazi e os sérvios podem perceber o sangre croata», afirmou.

Logo após a publicação da entrevista, algumas estações de rádio croatas baniram as canções de Dylan da programação. O conselho apresentou queixa em 2012, nomeando o compositor e a publicação como reles. «Não temos nada contra a revista Rolling Stone ou Bob Dylan como cantor. (Mas) não se pode comparar os crimes da guerra croata com todos os outros croatas», afirmou Maric.

Há um mês, Bob Dylan foi condecorado em França com a ordem da Legião de Honra pela ministra da Cultura no país, Aurélie Filippetti.

«Você representa melhor do que ninguém, aos olhos da França, esta força subversiva da cultura que pode mudar as pessoas e o mundo», declarou Filippetti, entregando a condecoração de cavaleiro da Legião de Honra ao cantor norte-americano, de 72 anos.

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