Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Por mil a três mil euros, muitas portuguesas estão a «vender» o seu estado civil e casam com imigrantes que querem entrar no espaço Schengen e que, por isso, precisam de legalização, avança hoje o Diário de Notícias.
Por mil a três mil euros, muitas portuguesas estão a «vender» o seu estado civil e casam com imigrantes que querem entrar no espaço Schengen e que, por isso, precisam de legalização, avança hoje o Diário de Notícias.
«Eles, os das redes, prometem mundos e fundos e caímos que nem umas patinhas se estamos mesmo a precisar. Estava na miséria autêntica», confessou ao DN uma das mulheres envolvida numa rede de casamentos por conveniência ou casamentos brancos, que acabou detida pelos Serviços de Estrangeiros e Fonteiras (SEF).
Para casar com um imigrante ilegal recebeu em troca «dois mil euros» e a garantia de que ninguém da sua «família precisava de saber, que não ia ter problemas com a polícia e que o futuro marido nunca a incomodaria».
Isto «quando uma pessoa está no desespero» é a solução para a falta de trabalho e dívidas, admite.
Os alvos preferenciais destas redes são os bairros periféricos das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, onde encontram portugueses de baixa condições socioeconómica e vulneráveis, solteiras, viúvas, ou divorciadas. Qualquer uma serve desde que tenha um cartão de identidade europeu.
Depois, os cabecilhas dessas redes tratam do resto e acompanham as mulheres aos organismos públicos se for necessária a sua presença para a obtenção dos documentos. Podem ter de viajar para qualquer sítio sem saberem para onde e quem as acompanha.
Mas, muitas vezes, a quantia prometida, que ronda os mil a três mil euros, nem sempre é paga na totalidade, visto que o pagamento é feito em parcelas.
As principais redes organizadas a operar em Portugal tratam de casos com imigrantes provenientes do Paquistão, Índia, Bangladesh, Marrocos, Nepal, mas há também nigerianos, brasileiros, sendo que estes últimos não actuam através de redes organizadas.