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Europa 1 de março de 2011

OE2011: Comissão Europeia confia que Portugal fará "o que for necessário"...

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O comissário europeu da Economia e Assuntos Monetários, Olli Rehn, confia que Portugal irá fazer em 2011 “o que for necessário” para atingir a meta estabelecida de redução do défice orçamental para 4,6 por cento do PIB.

“Consideramos que o Governo português irá fazer o que for necessário para atingir a meta necessária ambiciosa de redução do défice para 4,6 por cento do PIB este ano”, disse Olli Rehn na conferência de imprensa em que apresentou uma revisão das previsões económicas da Comissão Europeia.

O responsável europeu sublinhou que Bruxelas apoia “os esforços que Portugal tem enviado no sentido de intensificar a consolidação orçamental e também no sentido de levar a cabo as reformas estruturais que reforcem, que fomentem o crescimento económico”.

O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou segunda-feira que o Governo "fará tudo" para que o défice seja de 4,6 por cento em 2011, incluindo medidas adicionais que a execução orçamental venha a demonstrar necessárias.

“Se a execução orçamental vier a revelar que são necessárias mais medidas, tomá-las-emos, mas, até ver, não temos indicação nesse sentido”, disse José Sócrates no encerramento da II Conferência Reuters/TSF, em Lisboa.

O primeiro-ministro acrescentou que a execução orçamental de janeiro deixa o Governo “tranquilo” nessa matéria.

Sobre a visita de uma missão de técnicos da Comissão Europeia e do BCE (Banco Central Europeu) a Lisboa no início da semana passada, Olli Rehn assegurou que se tratou de uma deslocação normal.

“Estamos a exercer a nossa responsabilidade no quadro de uma vigilância orçamental com Portugal, como fazemos aliás com os restantes 26 Estados-membros”, disse o comissário europeu.

Olli Rehn referiu que os técnicos de Bruxelas “estão praticamente todos os dias num dos Estados-membros” da UE.

“Obviamente que isto dá azo a um debate político e mediático no país em causa”, constatou Rehn, acrescentando que continuará a trabalhar em “estreita colaboração" com as autoridades portuguesas.

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