Por: Diario Digital Castelo Branco
As Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino registaram o seu ponto alto no passado domingo dia em que se assinalou a efeméride. O programa de comemorações teve início às 15h00 com o descerramento de placa comemorativa, no edifício dos Paços do Concelho da Sertã.
As Comemorações dos 500 anos do Foral Manuelino registaram o seu ponto alto no passado domingo dia em que se assinalou a efeméride. O programa de comemorações teve início às 15h00 com o descerramento de placa comemorativa, no edifício dos Paços do Concelho da Sertã.
Mais tarde, na Capela do Convento de Santo António da Sertã, decorreu a cerimónia de reconhecimento público a áreas de atividade com relevo na criação de riqueza e emprego no Concelho da Sertã, valorizando-se ao mesmo tempo o fator humano e o envolvimento pessoal de todos os seus intervenientes. Este reconhecimento público a áreas que estão na vanguarda da atividade económica, tiveram também a intenção de sinalizar sucessos e bons exemplos, mostrando que mesmo no interior, com parcos recursos à disposição, é possível ultrapassar as dificuldades e fazer mais e melhor.
Atribuíram-se cinco distinções a cinco diferentes áreas: no setor primário distinguiu-se a floresta e a agricultura, no setor secundário a indústria, no setor terciário o turismo e o comércio. Com este gesto o Município pretende contribuir ainda para se suscitarem atenções, lembrando-se principalmente aos jovens que empreender pode ser a solução para uma vida com melhores horizontes. Porque a atividade humana é realizada pelo Homem e porque instituições e empresas terem rosto, quis o Município personificar este reconhecimento público distinguindo como representante alguém que simbolizasse cada setor. Assim, no sector primário recebeu a distinção em representação deste setor Fernando Lopes Farinha Martins. No sector secundário, distinguindo-se a indústria, esteve a representar o setor António Figueiredo Fernandes, e no sector terciário, onde se situam o turismo e comércio, recebeu a distinção atribuída a esta área Carlos Alberto Pedro Marçal.
Reconheceu-se ainda nesta ocasião o contributo que, quer Autarquias quer Instituições e Coletividades, têm dispensado ao bem-estar e à qualidade de vida de todos os cidadãos do Concelho da Sertã. Em representação das Autarquias e de Instituições e coletividades distinguidas pelo Município estiveram respetivamente, Alfredo Gaspar, antigo Presidente da Junta de Freguesia do Figueiredo, e José Tavares Fernandes, Provedor da Santa Casa da Misericórdia da Sertã.
Seguiu-se a palestra alusiva ao Foral da Sertã com os oradores João Paulo Oliveira e Costa e Rui Lopes onde foi abordado, além dos forais, o percurso e os feitos do Rei D. Manuel I. Após a palestra, a Orquestra do Foral apresentou seis temas de uma obra composta pelos músicos sertaginenses Marco Figueiredo e Miguel Calhaz especificamente para a comemoração do Foral.
Depois do concerto, decorreu a apresentação da obra “História da Sertã” do sertaginense Rui Lopes, que sintetiza os aspetos mais relevantes que marcaram o percurso evolutivo do Concelho da Sertã, desde as primeiras civilizações que povoaram o território até à atualidade. Seguiu-se exibição do filme documentário que complementa a informação do livro e que traz uma nova abordagem e leitura àquilo que é a história da Sertã. O filme é composto por imagens e vídeos inéditos sobre o Concelho, de 1929, 1960, e mais recentes, depositados em arquivos como o da Cinemateca (ANIM) e da RTP, bem como em diversos fundos particulares.
Reportando-se às Comemorações dos 500 anos do Foral, o autarca José Farinha Nunes, declarou que é “Uma oportunidade que não poderíamos deixar passar em claro para retratar e consolidar a nossa história, a história destas duas Vilas, a história do próprio Concelho da Sertã.”
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