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Europa 23 de outubro de 2013

Durão Barroso pede a Parlamento e Conselho que evitem «braço de ferro» sobre orçamento

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Comissão Europeia apelou hoje, em Estrasburgo, ao Parlamento Europeu e ao Conselho (Estados-membros) que evitem um "braço de ferro" institucional em torno do orçamento comunitário, dada a urgência de financiamento para alguns países. O presidente da Comissão Europeia apelou hoje, em Estrasburgo, ao Parlamento Europeu e ao Conselho (Estados-membros) que evitem um "braço de ferro" institucional em torno do orçamento comunitário, dada a urgência de financiamento para alguns países.

A anteceder um debate no hemiciclo sobre a cimeira de líderes da União Europeia, que tem início na quinta-feira em Bruxelas, os líderes dos grupos políticos tiveram uma animada discussão com o presidente da Comissão e com o representante da presidência lituana do Conselho sobre o pedido feito por Durão Barroso para que a assembleia aprovasse a disponibilização de uma verba de 2,7 mil milhões de euros, em orçamento retificativo de 2013, a única forma de a Comissão poder honrar os seus compromissos.

José Manuel Durão Barro explicou hoje à assembleia que, desde o início do ano, tem vindo a alertar para o risco de uma "rutura de pagamentos" sem a aprovação dos orçamentos retificativos, e, referindo-se ao adiamento da votação pelo Parlamento do quadro financeiro plurianual para 2014-2020 - que deveria ter tido lugar na sessão plenária que decorre esta semana em Estrasburgo, mas foi adiado para novembro devido a fortes divergências com o Conselho -, aproveitou para apelar às instituições que negoceiem com espírito construtivo, pois os cidadãos europeus necessitam do orçamento.

O presidente da Comissão lançou então "um forte apelo ao Conselho e ao Parlamento Europeu para que não entrem num braço de ferro", mas sim numa "cooperação leal", pois "os cidadãos da Europa não entendem o debate" em curso e não lhes interessam "questões institucionais" e o que desejam é o "financiamento das regiões".

Durão Barroso sublinhou que, para alguns países é crucial que o financiamento dos programas esteja operacional a partir de 01 de janeiro de 2014, razão pela qual, e "não querendo interferir" nas discussões entre Parlamento Europeu e Conselho, solicitou a estas instituições que, para já, aprovem o retificativo que permita libertar 2,7 mil milhões de euros para "pagar as faturas".

O presidente da Comissão pediu ainda que concluam o acordo em torno do orçamento 2014-2020, o que disse acreditar ser possível "desde que todas as partes mostrem boa vontade".

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