Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Um grupo de habitante do Ourondo, localidade do concelho da Covilhã que está contra a agregação da freguesia, manifestou-se hoje em frente à câmara, à hora da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos.
Um grupo de habitante do Ourondo, localidade do concelho da Covilhã que está contra a agregação da freguesia, manifestou-se hoje em frente à câmara, à hora da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos.
Munidos de bombos, concertinas e cartazes, os populares realizaram esta manifestação pacífica como forma de "alertar o novo presidente da Câmara Municipal da Covilhã para a injustiça que se está a cometer contra o Ourondo", disse à Lusa o antigo presidente da junta, José Agostinho.
Ao chegar ao local, o novo presidente da câmara, Vítor Pereira (PS), dirigiu-se ao grupo de manifestantes e trocou algumas palavras com José Agostinho.
O antigo autarca aproveitou a oportunidade para lhe entregar em mão uma carta na qual estão expostas as razões da revolta dos populares.
"Queremos que o presidente saiba de viva voz porque é que estamos a manifestar-nos e porque é que estamos a levar a cabo mais esta jornada de luta. Não se trata de um protesto contra ele, mas sim de um pedido de apoio", esclareceu.
José Agostinho mostrou-se ainda satisfeito com a resposta de Vítor Pereira, que "prometeu que tudo fará para ajudar a resolver esta situação", contou José Agostinho.
O novo mapa da reforma Administrativa ditou que esta freguesia fosse agregada à de Casegas, mas no Ourondo a decisão não foi bem acolhida e as ações de protesto têm-se repetido.
Primeiro os habitantes colocaram faixas negras nas janelas e varandas das casas da localidade e também à entrada na aldeia e, no dia das eleições autárquicas, boicotaram as eleições através da destruição da mesa de voto.
A 6 de outubro, dia em que as eleições se repetiram naquela localidade, o protesto foi mais pacífico e, tal como hoje, os populares saíram à rua, mas não causaram quaisquer distúrbios. Fizeram uma marcha pela principal rua da aldeia, cantaram o hino do Ourondo e prometeram não votar.
No final do dia a abstenção confirmou-se. Apenas 10 eleitores votaram, sendo que para a União de Freguesias de Casegas e Ourondo só foi contabilizado um voto. Os restantes eram brancos e nulos.
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