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Região 20 de outubro de 2013

Castelo Branco : Junta de freguesia tomou posse, poder e oposição quere aproximar órgão dos eleitores

Por: Cristina Valente

Tomaram posse no passado dia 16 os membros na nova Assembleia de Freguesia, na ocasião foi eleito o executivo, liderado por Jorge Neves e também a mesa da Assembleia de Freguesia, presidida por José Pires.

Tomaram posse no passado dia 16 os membros na nova Assembleia de Freguesia, na ocasião foi eleito o executivo, liderado por Jorge Neves e também a mesa da Assembleia de Freguesia, presidida por José Pires.

Jorge Neves, que espera um mandato “ainda melhor” que o anterior, tem como um dos objetivos o aumento da qualidade da democracia. “Tivemos níveis elevadíssimos de abstenção eleitoral - 55.71 % que foi muito superior à média nacional 48,4 % Os abstencionistas são frequentemente cidadãos insatisfeitos com o funcionamento da democracia….Temos que fazer algo nunca esquecendo que a Freguesia é o órgão mais perto do cidadão, mas que não é, nossa tarefa exclusiva combater esta situação.”

O reeleito presidente da Junta de Freguesia quer continuar a apostar na aproximação dos eleitos dos eleitores, “manifestamos a nossa intenção de, durante o mandato que agora se inicia, continuar a abordagem gradual e cautelosa do processo de generalização da prática dos orçamentos participativos, enquanto instrumento de adequação dos investimentos autárquicos às efetivas aspirações das comunidades, e discussões públicas, designadamente as que estão associadas à transformação do espaço público.

Ações que serão desenvolvidas também junto dos mais novos, “estamos já a ponderar a realização de atividades com as Escolas da cidade para incentivarmos o interesse dos jovens pela participação cívica e política sublinhando a importância da sua contribuição para a resolução de questões que afetam o seu presente e o futuro individual e coletivo”.

Entre os objetivos definidos pelo autarca está o acompanhamento, “através de políticas sociais integradoras, as novas dinâmicas sociais como o envelhecimento populacional, as famílias monoparentais, o desenvolvimento crescente da imigração, o elevado endividamento das famílias ou os novos requisitos de segurança”.

Num órgão onde o Partido Socialista tem a maioria, Jorge Neves, quis deixar claras as “regras do jogo” no que respeita ao relacionamento, poder/oposição, para este mandato autárquico.

“Entendemos que em democracia quem vence, deve acolher com naturalidade as críticas de quem perde - ou seja da oposição. Ficamos na expectativa de futuras atuações positivas e construtivas, reveladoras de uma maior consciência de bem servir a nossa comunidade, bem como de uma desejável maturidade politica, traduzida na apresentação de ideias que sejam merecedoras de ser ouvidas e devidamente ponderadas.” Afirmou Jorge Neves.

A oposição promete ao longo do mandato apresentar algumas das propostas que levou a sufrágio a 29 de setembro. Diogo Pita Botelho do CDS-PP afirma que não deixará de lutar por aquilo que acredita, “vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que este executivo possa tomar conta de algumas das nossas propostas, nomeadamente as que consideramos mais urgentes”. Rita Calmeiro, do PSD, afirma que os representantes do partido vão agir de forma pró-ativa, “proporemos medidas que com custo zero, permitam beneficiar o dia-a-dia dos cidadãos”.

Manuela Carvalho da CDU reafirmou a importância que a coligação dá à “verdadeira” democracia participada e pretende continuar a incentivar os eleitores a participar nas reuniões da Assembleia de Freguesia, “para assim exercerem um importante direito do cidadão, o de interpelarem diretamente os órgãos autárquicos e os seus titulares”.

O executivo da Junta de freguesia, é composto por Jorge Neves, Paula Teixeira, José Carlos Moura, Francisco Lourenço, Rui Borges, Manuel Veloso e José Lagiosa. A mesa da Assembleia de Freguesia, presidida por José Pires, e os secretários são Paulo Candeias e Sílvia Resende.

Os resultados eleitorais para a Freguesia de Castelo Branco, ditaram o Partido Socialista como vencedor com 12 mandatos, seguiu-se o PSD 5 mandatos, depois a CDU 1 mandato, o CDS-PP também 1 mandato e finalmente o BE com 4,07% e sem qualquer mandato.
 

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