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Região 10 de setembro de 2013

Covilhã: Câmara agenda reuniões diárias após falta dos vereadores

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), anunciou que a autarquia vai agendar reuniões extraordinárias do executivo diariamente, a partir de quinta-feira, depois de a última não se ter realizado por falta de quórum.

 

O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), anunciou que a autarquia vai agendar reuniões extraordinárias do executivo diariamente, a partir de quinta-feira, depois de a última não se ter realizado por falta de quórum.

A reunião agendada para a semana passada não se realizou face à ausência de cinco vereadores (três do PS e dois do PSD).

"Decidi, em conformidade com a minha leitura dos superiores interesses do município, convocar reuniões extraordinárias diariamente, na esperança de que uma réstia de bom senso possa ainda sobrevir e levar pelo menos um vereador a comparecer e a garantir quórum na Câmara, para tomar decisões e deliberações", afirmou hoje Carlos Pinto.

O autarca também voltou a classificar a atitude dos vereadores como uma "completa irresponsabilidade" e, em 18 pontos, enumerou todos os assuntos que ficaram por resolver devido à não realização da sessão.

Em conferência de imprensa realizada na quinta-feira, os cinco eleitos (juntos têm maioria) garantiram que iriam faltar até ao limite da perda de mandato e justificaram a decisão como "uma forma de protesto" contra uma "agenda eleitoralista".

Afirmaram que tinham dúvidas de "legalidade e moralidade" relativas à celebração de diversos protocolos e ao ponto relativo a uma decisão arbitral relacionada com um dos silos auto da cidade.

Os vereadores garantiam que se tratava de um acordo estabelecido com a empresa proprietária do silo auto e que este custaria mais dez milhões de euros para a autarquia.

Carlos Pinto, sublinhando que "os mandatos se cumprem até ao último dia", entregou aos jornalistas uma cópia do acordo estabelecido pelo tribunal arbitral relativo ao processo do parque de estacionamento.

"Trata-se de um contrato de arrendamento por 30 anos (…), após o qual o equipamento passará para a propriedade municipal", sublinhou.

Da análise do documento verifica-se que a soma do valor das rendas nos 30 anos passa os dez milhões de euros, mas Carlos Pinto disse que não se trata de um custo, porque a "renda trimestral" que a Câmara fica a pagar é "inferior ao potencial de rendimento do silo auto".

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