Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), classificou de "oportunismo" e "irresponsabilidade" a ausência de cinco vereadores na reunião do executivo que estava agendada para hoje e que acabou por não se realizar por falta de quórum.
O presidente da Câmara da Covilhã, Carlos Pinto (PSD), classificou de "oportunismo" e "irresponsabilidade" a ausência de cinco vereadores na reunião do executivo que estava agendada para hoje e que acabou por não se realizar por falta de quórum.
Na quinta-feira ao final da noite, em conferência de imprensa, os três vereadores do PS e dois vereadores eleitos pelo PSD anunciaram que iam faltar por considerarem que a ordem de trabalhos era "eleitoralista".
Hoje, ao ser confrontado com ausência dos vereadores, Carlos Pinto disse:
"Eu queria lamentar este oportunismo e esta irresponsabilidade. Não justificaram e não acredito que estejam todos doentes. A única razão que encontro para isto é que querem boicotar o desenvolvimento do concelho", disse o presidente do município, que não deixou de recordar que o vereador do PS Vítor Pereira é candidato à autarquia.
Durante 11 minutos, o autarca do PSD elencou os diversos pontos da ordem de trabalhos e alegados "prejuízos" causados às "associações, juntas de freguesia, coletividades e pessoas" abrangidas pelas decisões que deixaram de ser tomadas.
Carlos Pinto, que apenas mantém do seu lado três dos cinco vereadores eleitos na lista que encabeçou, frisou que, juntos, os vereadores que faltaram têm maioria, pelo que, defendeu, "poderiam ter estado presentes e dito não" às propostas com as quais não concordavam.
Entre elas, anunciaram na quinta-feira os vereadores, estavam protocolos a assinar com juntas de freguesia, bem como com associações do concelho que os vereadores garantem ter como objetivo "transformar a gestão autárquica numa espécie de máquina de apoio a uma determinada candidatura".
Na conferência de imprensa, os vereadores contestaram, sobretudo, um protocolo que seria assinado com a Associação Desportiva da Estação (ADE), que teria um custo para a autarquia de cerca de um milhão de euros.
Assumiram também a suspeição relativa a um ponto relacionado com a decisão arbitral de um diferendo que envolve a empresa Bragaparques (proprietária de um dos silo-autos da cidade) e da qual os vereadores dizem que nunca tiveram conhecimento.
Os cinco eleitos acrescentaram ainda que não lhes foram entregues os documentos relativos a esse ponto, mas denunciaram que "ao que consta" haverá "um acordo com a empresa" e que o mesmo custaria à autarquia "dez milhões de euros".
Em resposta aos jornalistas, Carlos Pinto rejeitou todas as acusações.
Lembrou que o diferendo com a empresa era público e que foi discutido em sessão de câmara realizada há alguns meses.
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