Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O incêndio que lavrava ao final da noite no Parque Natural da Serra da Estrela, na Covilhã, era o que merecia “mais cuidado” devido à “falta de acessos”, segundo o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) de Lisboa.
O incêndio que lavrava ao final da noite no Parque Natural da Serra da Estrela, na Covilhã, era o que merecia “mais cuidado” devido à “falta de acessos”, segundo o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) de Lisboa.
Segundo disse à Lusa o comandante adjunto nacional, Carlos Guerra, “o incêndio no distrito de Castelo Branco, por ser um parque natural [da serra da Estrela] é o que merece mais cuidado, uma vez que se trata de uma zona que não tem acessos”.
“Vamos monitorizar a situação durante a madrugada e, pela manhã, vamos definir uma estratégia de combate”, disse, cerca das 23:30, Carlos Guerra.
O responsável referiu que “a descida da temperatura e o aumento da humidade poderá ajudar durante a noite”, mas devido aos “ventos agressivos”, que deverão agravar-se no sábado e no domingo, a situação está longe de estar controlada.
Os quatro meios aéreos – dois aviões franceses e dois helicópteros – estão prontos a avançar caso se justifique e mal seja feita “uma avaliação ao nascer do dia”, acrescentou.
Igualmente preocupantes àquela hora eram os fogos que lavravam nos distritos de Viseu, Vila Real e Bragança, nomeadamente, em Mirandela, “dada a urografia do terreno”.
Serão ainda reforçados os meios de combate no distrito de Bragança, acrescentou Carlos Guerra.
Apesar da dimensão dos fogos, o responsável garantiu à Lusa que não havia, àquela hora, povoações ameaçadas.
De acordo com a informação disponibilizada na página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 23:10 eram sete os incêndios ativos no território continental, com os distritos de Viseu, Vila Real e Castelo Branco a mobilizar o maior número de operacionais.
Entre os 1.115 operacionais no ativo no Continente, 962 combatiam os fogos que lavravam naqueles três distritos.
Na Serra do Caramulo / Silvares, no concelho de Tondela, Viseu, o fogo que começou às 00:25 de quarta-feira mobilizava, no combate às duas frentes ativas, 323 operacionais e 92 veículos.
No mesmo distrito, o incêndio que começou às 05:12 da madrugada de quinta-feira em Várzea da Serra, Tondela, era combatido, pelas 23:10, por 226 operacionais e 64 veículos.
No distrito de Vila Real, o fogo que começou às 07:39 de quinta-feira na localidade de Soutelinho do Mezio / Telões, concelho de Vila Pouca de Aguiar, estava a ser combatido por 175 operacionais e 54 veículos.
Em Torneiros / Beça, concelho de Boticas, Vila Real, um fogo que começou às 16:00 de sexta-feira estava a ser combatido por 49 operacionais e 14 viaturas.
Na Covilhã, distrito de Castelo Branco, um fogo que começou pelas 04:51 na passada madrugada estava a ser combatido por 238 operacionais e 65 viaturas. Tratava-se de um fogo com uma frente, segundo a informação da ANPC.
O distrito de Bragança contava com dois fogos ativos. Um fogo na localidade de Armoniz / Vinhais, que começou às 15:20 da tarde em Vinhais. Com três frentes ativas era combatido por 55 operacionais e 15 viaturas.
Um segundo fogo no mesmo distrito teve início às 17:07 na localidade de Pádual Freixo / Aguieira, concelho de Mirandela. Com uma frente ativa, era combatido por 49 operacionais e 13 veículos.
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