Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 24 de agosto de 2013

Covilhã: Ausência de acessos dificulta combate a incêndio na Serra da Estrela

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O incêndio que lavrava ao final da noite no Parque Natural da Serra da Estrela, na Covilhã, era o que merecia “mais cuidado” devido à “falta de acessos”, segundo o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) de Lisboa.

O incêndio que lavrava ao final da noite no Parque Natural da Serra da Estrela, na Covilhã, era o que merecia “mais cuidado” devido à “falta de acessos”, segundo o Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS) de Lisboa.

Segundo disse à Lusa o comandante adjunto nacional, Carlos Guerra, “o incêndio no distrito de Castelo Branco, por ser um parque natural [da serra da Estrela] é o que merece mais cuidado, uma vez que se trata de uma zona que não tem acessos”.

“Vamos monitorizar a situação durante a madrugada e, pela manhã, vamos definir uma estratégia de combate”, disse, cerca das 23:30, Carlos Guerra.

O responsável referiu que “a descida da temperatura e o aumento da humidade poderá ajudar durante a noite”, mas devido aos “ventos agressivos”, que deverão agravar-se no sábado e no domingo, a situação está longe de estar controlada.

Os quatro meios aéreos – dois aviões franceses e dois helicópteros – estão prontos a avançar caso se justifique e mal seja feita “uma avaliação ao nascer do dia”, acrescentou.

Igualmente preocupantes àquela hora eram os fogos que lavravam nos distritos de Viseu, Vila Real e Bragança, nomeadamente, em Mirandela, “dada a urografia do terreno”.

Serão ainda reforçados os meios de combate no distrito de Bragança, acrescentou Carlos Guerra.

Apesar da dimensão dos fogos, o responsável garantiu à Lusa que não havia, àquela hora, povoações ameaçadas.

De acordo com a informação disponibilizada na página da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), às 23:10 eram sete os incêndios ativos no território continental, com os distritos de Viseu, Vila Real e Castelo Branco a mobilizar o maior número de operacionais.

Entre os 1.115 operacionais no ativo no Continente, 962 combatiam os fogos que lavravam naqueles três distritos.

Na Serra do Caramulo / Silvares, no concelho de Tondela, Viseu, o fogo que começou às 00:25 de quarta-feira mobilizava, no combate às duas frentes ativas, 323 operacionais e 92 veículos.

No mesmo distrito, o incêndio que começou às 05:12 da madrugada de quinta-feira em Várzea da Serra, Tondela, era combatido, pelas 23:10, por 226 operacionais e 64 veículos.

No distrito de Vila Real, o fogo que começou às 07:39 de quinta-feira na localidade de Soutelinho do Mezio / Telões, concelho de Vila Pouca de Aguiar, estava a ser combatido por 175 operacionais e 54 veículos.

Em Torneiros / Beça, concelho de Boticas, Vila Real, um fogo que começou às 16:00 de sexta-feira estava a ser combatido por 49 operacionais e 14 viaturas.

Na Covilhã, distrito de Castelo Branco, um fogo que começou pelas 04:51 na passada madrugada estava a ser combatido por 238 operacionais e 65 viaturas. Tratava-se de um fogo com uma frente, segundo a informação da ANPC.

O distrito de Bragança contava com dois fogos ativos. Um fogo na localidade de Armoniz / Vinhais, que começou às 15:20 da tarde em Vinhais. Com três frentes ativas era combatido por 55 operacionais e 15 viaturas.

Um segundo fogo no mesmo distrito teve início às 17:07 na localidade de Pádual Freixo / Aguieira, concelho de Mirandela. Com uma frente ativa, era combatido por 49 operacionais e 13 veículos.

Partilhar:

Relacionadas

Newsletter

Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.

Siga-nos

Acompanhe as nossas redes sociais e fique por dentro das novidades.

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!