Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
Retrato político e candidatos às eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, por concelhos do distrito de Castelo Branco.
Retrato político e candidatos às eleições autárquicas de 29 de setembro de 2013, por concelhos do distrito de Castelo Branco.
BELMONTE
Com pouco mais de 6.800 habitantes e quatro freguesias (eram cinco antes da reorganização administrativa), o concelho de Belmonte tem três candidatos e alguns episódios de mudanças, dissidências e apoios partidários.
Amândio Melo (PS) abandona a autarquia e para garantirem a sucessão, os socialistas apostam em António Dias Rocha, ex-autarca do município, que já foi eleito por outras cores partidárias.
Em 1993 e 1997, Dias Rocha encabeçou as listas do PSD, primeiro como militante, depois como independente.
Em 2000, deixou a autarquia para presidir à Águas do Zêzere e Côa e dirigiu, depois, a empresa municipal Fundão Turismo. Nas autárquicas de 2005 regressou ao combate eleitoral e liderou um movimento independente candidato à Câmara de Belmonte. Perdeu, mas manteve-se como vereador até 2009.
A “vasta experiência política” e “conhecimento do concelho” são duas das razões apontadas pelo PS para justificar a aposta em Dias Rocha.
Irá defrontar um também ex-autarca do PSD, Jorge Amaro, que em 2009 encabeçou a lista social-democrata e agora se candidata como independente.
A concelhia do PSD retirou-lhe a confiança política, mas a distrital do mesmo partido anunciou o apoio a este candidato independente, que também conta com o apoio do Bloco de Esquerda.
Pela CDU (coligação PCP/PEV) avança Marco Melchior, funcionário autárquico, na Covilhã, ligado ao movimento sindicalista e membro da Assembleia de Freguesia da Conceição (Covilhã) desde 2005.
Há quatro anos, Marco Melchior mudou-se para o concelho de Belmonte, onde este ano se apresenta a sufrágio.
Candidatos:
PCP/PEV - Marco Melchior
PS - António Dias Rocha
Pessoas pelo Concelho de Belmonte - Jorge Amaro
CASTELO BRANCO
Cinco candidatos concorrem à sucessão do socialista Joaquim Morão, que ocupa a presidência da Câmara de Castelo Branco há 16 anos, depois de ter presidido, entre 1982 e 1997, à Câmara de Idanha-a-Nova e de, aí, ter cumprido dois mandatos como vereador, igualmente eleito pelo PS.
Para ocupar o seu lugar, a que não se recandidata por força da lei de limitação de mandatos, concorrem cinco candidatos, correspondentes aos cinco maiores partidos nacionais.
Luís Correia, atual vice-presidente do município, é o candidato com quem o PS pretende manter a câmara da sede de distrito “vestida de cor-de-rosa” e com larga maioria, desde que, há 16 anos, a conquistou ao PSD.
Para tentar aproximar-se do resultado obtido pelo PS em 2009 (69,9% dos votos expressos e oito vereadores eleitos entre nove possíveis) ou, pelo menos, reconquistar a maioria, Luís Correia conta com o apoio do ainda presidente da autarquia.
Paulo Moradias é o candidato do PSD, enquanto o da CDU é (coligação PCP/PEV) João Pedro Delgado, membro da Assembleia Municipal de Castelo Branco.
Ana Camilo Martins, vice-presidente da Comissão Política Distrital de Castelo Branco do CDS-PP é a candidata escolhida por este partido para suceder a Joaquim Morão, enquanto o Bloco de Esquerda aposta no engenheiro civil Filipe Lourenço.
Candidatos:
BE - Filipe Lourenço
CDS/PP - Ana Camilo Martins
PCP/PEV - João Pedro Delgado
PS - Luís Correia
PSD - Paulo Moradias
COVILHÃ
“À terceira é de vez”. Esta é a máxima que Vítor Pereira, cabeça de lista do PS à Câmara da Covilhã, pretende confirmar nas próximas eleições.
Candidato pela terceira vez consecutiva, o atual vereador da oposição poderá beneficiar da divisão interna do PSD no concelho, para (re)conquistar a autarquia, que desde 1997 é liderada pelo social-democrata Carlos Pinto.
O atual presidente, que em 2009 foi eleito com mais de 56% dos votos e elegeu seis dos nove vereadores (no próximo mandato, o executivo municipal terá apenas sete), está de saída e já assumiu publicamente que não apoia o candidato do PSD, mas sim o independente Pedro Farromba.
Pedro Farromba, ex-PSD e ainda vice-presidente da autarquia, conta também com o apoio do CDS-PP.
À direita, o eleitorado tem ainda, por outro lado, a opção por Joaquim Matias, cabeça-de-lista do PSD.
Membro da Assembleia Municipal, Joaquim Matias também já integrou a equipa de Carlos Pinto, tendo sido vereador entre 1994 e 2009.
Com um longo currículo no poder local, surge o candidato da CDU (coligação PCP/PEV), José Pinto, presidente de Junta da Boidobra há 24 anos.
Eleito durante seis mandatos consecutivos, sempre com maioria absoluta, cabe a José Pinto defender a votação (7,79% em 2009) e projeto comunistas para o concelho.
Igualmente habituado às lides políticas está Armando Serra dos Reis, que em 2009 se candidatou pelo Bloco de Esquerda (BE), tendo conquistado 2,53% dos votos.
Este ano anunciou a candidatura em nome de um movimento independente (Acreditar Covilhã), que conta com o apoio do BE.
Candidatos:
PCP/PEV - José Pinto
PS - Vítor Pereira
PSD - Joaquim Matias
Movimento Independente Acreditar Covilhã: Pedro Farromba
Movimento Resgatar a Covilhã - Armando Serra dos Reis
FUNDÃO
Paulo Fernandes, que a meio do atual mandato substituiu o presidente eleito, Manuel Frexes (PSD), é a aposta dos social-democratas para manterem a maioria no Fundão.
Há 12 anos à frente dos destinos da autarquia, os sociais-democratas propõem-se a repetir o feito, através de um candidato que faz parte das listas do partido desde 2001, altura em que o PSD “roubou” o poder ao PS, conquistando cinco dos sete vereadores eleitos.
Paulo Fernandes assume a vontade de “continuar o trabalho que começou a ser desenvolvido”, mas o PS está apostado em que a gestão do município volte a ser liderada por um candidato por si proposto.
Com o objetivo assumido de “ganhar a Câmara”, o PS candidata o professor universitário da área de Filosofia José Domingues, que não tem filiação partidária.
Na coligação PCP/PEV (CDU), a aposta volta a recair no professor e arquiteto José Luís Oliveira, que também já tinha encabeçado a lista comunista de 2009. Então, conquistou 3,65% dos votos e não elegeu nenhum vereador, mas a coligação manteve dois eleitos na Assembleia Municipal.
Na corrida à presidência do município surge ainda o CDS-PP, que nas últimas autárquicas conseguiu eleger um deputado à Assembleia Municipal.
Este ano, os centristas candidatam Arminda Tavares.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e em Direito, a candidata foi, durante mais de 20 anos, inspetora da PJ e é atualmente chefe da Delegação Aduaneira da Covilhã.
Candidatos:
CDS-PP - Arminda Tavares
PCP/PEV - José Luís Oliveira
PS - José Domingues
PSD - Paulo Fernandes
IDANHA-A-NOVA
Em Idanha-a-Nova, nas próximas eleições, só serão eleitos cinco membros para o executivo, em vez dos habituais sete.
O número cada vez menor de eleitores dita que a Câmara de Idanha-a-Nova passe a contar com menos dois vereadores, mas a situação nem por isso faz com que haja menos candidatos.
Neste concelho raiano há quatro candidaturas, três são partidárias e uma é de um movimento independente.
Armindo Jacinto, que está na câmara idanhense há 11 anos, é a aposta dos socialistas para se manterem à frente dos destinos da autarquia.
Até dia 17 de junho, o atual candidato PS exerceu as funções de vice-presidente da Câmara.
Desde esse dia, e na sequência do pedido de reforma de Álvaro Rocha, passou a ocupar o cargo de presidente, cargo que pretende manter.
Luís Mascarenhas é o candidato do CDS-PP, que quando anunciou a candidatura, classificou o estado do concelho como “moribundo”.
Pronto para fazer um “mandato de mudança” também assegura estar o candidato do PSD, António Moreira.
Ao sufrágio, apresenta-se ainda, mas como independente, o social-democrata Jorge Azinheira, que chegou a desempenhar funções de vereador, eleito pelo PSD.
Candidatos:
CDS-PP - Luís Mascarenhas
PS - Armindo Jacinto
PSD - António Moreira
Movimento Independente Com as Pessoas por Idanha - Jorge Azinheiro
OLEIROS
Em Oleiros o PSD não sabe o que é uma derrota. Está na autarquia desde 1976, sendo que em 1979 concorreu no âmbito da coligação Aliança Democrática, que, então, obteve 91,74% dos votos.
O PSD esteve sempre no poder e nunca obteve menos de 41,4% dos votos (1976), mas a média é muito superior.
Parte das vitórias devem-se a José Marques, o atual presidente, há 28 anos à frente da autarquia oleirense, sempre com resultados expressivos.
Na primeira eleição, em 1985, o histórico social-democrata do distrito arrebatou 85,1% dos votos.
A lei da limitação de mandatos impede José Marques de se recandidatar, mas ainda assim o PSD não está disposto a deixar a cadeira da presidência. Cabe ao médico Fernando Jorge a tarefa de assegurar mais uma vitória para os sociais-democratas.
Antigo parceiro de coligação da AD, o CDS apresenta candidato próprio. José Libério é o cabeça de lista dos centristas.
O candidato centrista, que nasceu, investiu e trabalhou “praticamente toda a vida” em Oleiros, apresenta-se como alternativa ao PSD.
Igualmente à procura de ganhar, e apostado em quebrar a permanência do PSD na autarquia, está António Jorge Dias, que se candidata como independente pelo Movimento Mais Oleiros.
Advogado, administrador e consultor de empresas, António Jorge Dias encabeça uma lista que integra empresários, gestores e dirigentes associativos do concelho.
Candidatos:
CDS-PP - José Libério
PSD - Fernando Jorge
Movimento Independente Mais Oleiros - António Jorge Dias
PENAMACOR
Uma coligação entre o PSD, o CDS-PP e Partido da Terra (MPT) esteve em formação para concorrer em Penamacor, mas pouco antes da sua formalização desfez-se.
Em 2005 e 2009 aqueles partidos uniram-se na coligação Todos por Penamacor, tendo como cabeça de lista Vítor Gabriel.
A formação tripartida, embora não tenha vencido, elegeu dois vereadores (num total de cinco) e preparava-se, este ano, para repetir a fórmula e tentar tirar proveito do facto de o atual presidente, Domingos Torrão (PS) não se recandidatar.
Na composição da lista, CDS-PP e PSD desentenderam-se e a coligação, que chegou a ser anunciada publicamente, não se concretizou.
Aliados mantém-se, ainda assim, os sociais-democratas e o MPT, agora sob a denominação Juntos por Penamacor, voltando a ser cabeça de lista Vítor Gabriel, que é vereador na Câmara desde 2001.
Natural da freguesia de Salvador, o candidato vive na Covilhã, mas já garantiu que se ganhar as eleições se muda para Penamacor, algo que o ainda presidente Domingos Torrão não fez.
Pronto para suceder a Domingos Torrão e manter a maioria socialista, beneficiando da divisão entre o CDS-PP e o PSD, está o candidato do PS, António Luís Soares.
O candidato do PS é presidente da Junta de Benquerença, bancário, e que, como salienta o partido, “já vive no concelho”.
O CDS-PP aposta em António Bento, um médico que “vive em Penamacor”, resultado de uma escolha que os centristas fizeram num espaço de tempo que os próprios consideram um verdadeiro recorde (e foi imposta pelo fim da coligação que esteve quase a ser formalizada).
Candidatos:
CDS-PP - António Bento
PSD/MPT - Vítor Gabriel
PS - António Luís Soares
PROENÇA-A-NOVA
O atual presidente da Câmara de Proença-a-Nova, João Paulo Catarino, é a aposta do PS para manter a autarquia que os socialistas conquistaram, pela primeira vez, em 2005.
Até aí, o município de Proença-a-Nova tinha sido sempre liderado por autarcas do CDS e do PSD. Em 2005, o PS conseguiu inverter o cenário, através do apoio ao independente João Paulo Catarino, que conquistou 58,17% dos votos e respetiva maioria absoluta de vereadores.
Quatro anos depois, o engenheiro florestal voltou a candidatar-se, não como independente, mas como militante do partido que na sua primeira eleição o tinha apoiado. Obteve 76,56% dos votos, deixando o PSD com apenas um vereador, num total de cinco.
“Em equipa que ganha não se mexe” e o atual presidente da Câmara de Proença-a-Nova recandidata-se numa lista com a mesma composição da anterior.
Mas João Paulo Catarino não deixa de apelar ao voto, sustentando que “nada está ganho à partida” e que precisa de vencer para “continuar a obra feita”.
Em campanha está apenas outro partido, o PSD que assegura que tudo fará para regressar à liderança da Câmara de Proença-a-Nova.
O candidato social-democrata é António Tomé, jurista, membro da Assembleia Municipal, nos dois últimos mandatos.
Este concelho do Pinhal Interior Sul tem pouco mais de oito mil habitantes.
Candidatos:
PS - João Paulo Catarino
PSD - Jorge Tomé
SERTÃ
Vítor Cavalheiro, vereador da oposição na Câmara Municipal da Sertã, é o nome apresentado pelo PS, nas próximas eleições autárquicas, para a presidência do município da Sertã.
O PS acredita que consegue, desta vez, ganhar a câmara que tradicionalmente é governada pelo PSD. A exceção verificou-se nos mandatos de 2001-2005 e 2005-2009, com o socialista José Paulo Farinha.
Em 2009, o então presidente recandidatou-se e preparava-se para cumprir o terceiro mandato, mas o social-democrata José Farinha Nunes não o deixou alcançar esse objetivo, conquistando 51,91% dos votos e “devolvendo” a autarquia ao PSD.
Agora o PS promete responder e candidata Vítor Cavalheiro, sublinhando que o único socialista que até hoje foi presidente de Câmara da Sertã (João Paulo Farinha) encabeça a lista à Assembleia Municipal da vila.
O PSD mantém a aposta em José Farinha Nunes, antigo funcionário da Direção-Geral de Impostos e atual presidente da autarquia.
Sara Freitas do Amaral, cujas raízes se encontram em Cernache de Bonjardim concorre pelo CDS-PP.
Licenciada em matemática aplicada, Sara Freiras do Amaral trabalha como consultora numa empresa do ramo aeronáutico e desperta atenção, não só pelo currículo, mas também pelo sobrenome (adotou-o do marido, primo de Diogo Freitas do Amaral).
A disputa da presidência da Câmara da Sertã conta ainda com o candidato independente Luís Rodrigues, empresário do ramo imobiliário, que lidera a lista do Movimento de Ideias.
Candidatos:
CDS-PP - Sara Freitas do Amaral
PS - Vítor Cavalheiro
PSD - José Farinha Nunes
Movimento de Ideias - Luís Ribeiro
VILA DE REI
Desde as eleições de 1976, o município de Vila de Rei tem sido sempre liderado pelos sociais-democratas ou pelos centristas, eleitos de forma isolada ou em coligação, como sucedeu com a Aliança Democrática (AD), em 1979 e 1982.
Em 1985 o presidente foi eleito pelo CDS, mas no mandato seguinte (1989), o PSD fez eleger Irene Barata, que nunca mais abandonou o lugar.
A histórica social-democrata no distrito de Castelo Branco foi eleita durante seis mandatos consecutivos e, passados 24 anos, não se pode recandidatar devido à lei de limitação de mandatos.
Para a sucessão de Irene Barata há três candidatos, propostos pelo PS, pelo PSD e pelo CDS/PP.
Ana Pires é o nome apresentado pelo PS para conquistar a Câmara de Vila de Rei.
Se conseguir ser eleita, Ana Pires será a primeira presidente socialista no concelho vila-regense, que tem pouco mais de três mil habitantes, distribuídos por três freguesias.
Ricardo Aires, atual vice-presidente do município, é a aposta social-democrata para impedir que a Câmara de Vila de Rei mude de cor partidária. Professor de educação física do ensino básico, o candidato acompanha Irene Barata, no executivo municipal, desde 2003.
Pelo CDS-PP, que em 2009 não conseguiu eleger nenhum vereador (10,13% dos votos), concorre o arqueólogo Carlos Batata.
Candidatos:
CDS-PP - Carlos Batata
PS - Ana Pires
PSD - Ricardo Aires
VILA VELHA DE RÓDÃO
O PSD volta a candidatar a advogada Natália Ramos à presidência da Câmara de Vila Velha de Ródão nas eleições autárquicas deste ano, à semelhança do que já havia acontecido em 2009, quando foi eleita vereadora.
Há quatro anos, a candidata social-democrata perdeu para a socialista Maria do Carmo Sequeira, que, então, voltou a conquistar a maioria (61,02% dos votos) pelo terceiro mandato consecutivo.
Por causa da lei de limitação de mandatos, a atual presidente do município não pode recandidatar-se e os socialistas apostam em Luís Pereira, atual vice-presidente da Câmara e membro do executivo camarário há 12 anos (tantos como a atual presidente).
À liderança da Câmara de Vila Velha de Ródão, candidata-se também o CDS-PP, que em 2009 conquistou 1,44% dos votos expressos. O candidato é Gonçalo Laia Nogueira Mendes Paulo, que vive e trabalha em Albufeira, mas tem “raízes no concelho”.
Candidatos:
CDS-PP - Gonçalo Paulo
PS - Luís Pereira
PSD - Natália Ramos
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