Por: Diario Digital Castelo Branco
A prevalência de Hipertensão Arterial na população dos concelhos de Proença-a-Nova e Vila Velha de Rodão é muito elevada e mesmo aquela que faz terapêutica anti-hipertensiva apresenta valores de pressão arterial acima dos valores de normalidade.
A prevalência de Hipertensão Arterial na população dos concelhos de Proença-a-Nova e Vila Velha de Rodão é muito elevada e mesmo aquela que faz terapêutica anti-hipertensiva apresenta valores de pressão arterial acima dos valores de normalidade. Este facto pode ser justificado com a racionalização da medicação por questões económicas.
Na sequência dos estudos que têm vindo a ser efetuados pelo na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias sobre a prevalência de Hipertensão Arterial na população adulta em diversos concelhos do distrito de Castelo Branco, replica rolex watches dados recolhidos recentemente mostram que, também, a população adulta dos concelhos de Proença-a-Nova e Vila Velha de Rodão é hipertensa. No concelho de Proença-a-Nova os valores obtidos são 53,6% enquanto no concelho de Vila Velha a prevalência de Hipertensão Arterial é ainda maior - 64,9% -, determinando-se assim uma prevalência global de 57,5%. A investigação foi realizada numa amostra representativa dos dois concelhos estudados, constituída por 1903 indivíduos de ambos os sexos com idades compreendidas entre os 18 e 90 anos.
O estudo mostra ainda que para Vila Velha de Rodão, 54,3% dos inquiridos afirmaram tomar fármacos anti-hipertensores, destes 58,1% estavam controlados, 41,9% não controlados e 23,3% não tinham conhecimento de ser hipertensos. Relativamente ao concelho de Proença-a-Nova, 40,5% dos inquiridos afirmaram tomar fármacos anti-hipertensores, replica iwc watches destes 50,9% estão controlados, 49,1% não controlados e 21,9% não tinham conhecimento de ser hipertensos.
O estudo destaca ainda o facto de grande parte da população hipertensa submetida à terapêutica anti-hipertensiva apresentar valores de pressão arterial acima dos valores de normalidade. Estes resultados podem ser justificados com a existência de uma preocupação crescente com fatores económicos que condicionam o nível de saúde da população. Na recolha dos dados para o estudo, foi verificado que grande parte dos indivíduos que tomam medicação anti-hipertensiva afirmaram fazer uma racionalização da mesma, “tomando apenas metade do comprimido ou um comprimido dia sim, dia não”, de forma a rentabilizar durante mais tempo a medicação e desta forma uma maior contenção dos gastos.
A falta de adesão às recomendações de tratamento ou o uso de medicamentos em doses insuficientes pode constituir desta forma, um dos principais fatores envolvidos para esta resposta, inaceitavelmente baixa, à múltipla terapêutica anti-hipertensiva, justificando as elevadas percentagens de não controlo de HTA encontradas no estudo. Constatou-se que mais de metade dos inquiridos que tomavam medicação anti-hipertensiva, não apresentavam os níveis de pressão arterial controlados. Esta condição torna-se muito importante na medida em que, a HTA é uma doença crónica cujo tratamento farmacológico visa reduzir a ocorrência das doenças cardiovasculares e a mortalidade dos doentes hipertensos.
Com base nos dados obtidos, os investigadores consideram fulcral que para responder a esta necessidade deverá proceder-se a uma maior consciencialização da população sobre os fatores de risco das doenças cardiovasculares e das graves consequências que esta pode trazer para a saúde e bem-estar de cada indivíduo. Assim como deverá proceder-se a uma maior sensibilização dos profissionais de saúde para estes estudos que espelham a realidade desta temática em Portugal, sendo necessário investir nos cuidados primários de saúde nos nossos idosos.
Refira-se que a hipertensão arterial é um grave problema de saúde pública com elevada prevalência mundial que ronda aproximadamente 25 a 30% da população adulta, sendo responsável por 7,6 milhões de mortes por ano.
Este estudo de investigação foi desenvolvido no âmbito da Licenciatura em Cardiopneumologia do IPCB/ Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias pela aluna finalista Sandra Rodrigues, com orientação técnico cientifica da docente Patrícia Coelho e orientação estatística do docente Alexandre Pereira.
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