Por: Tiago Carvalho
Castelo Branco recebeu uma comitiva proveniente de Castelo Branco, nos Açores, que colaborou na organização de várias atividades na cidade beirã. A procissão e o almoço típico de Espírito Santo, no domingo, foram os momentos da visita dos ‘irmãos’ da Ilha do Faial.
Uma comitiva de 30 pessoas da freguesia de Castelo Branco, concelho da Horta, Ilha do Faial, nos Açores, esteve na cidade de Castelo Branco, Beira Baixa, onde participou num conjunto de atividades religiosas, culturais e gastronómicas.
Esta foi a primeira iniciativa realizada no âmbito do protocolo de geminação assinado em julho do ano passado entre as duas freguesias que partilham o mesmo nome.
O programa de domingo – momento alto da visita – principiou pela manhã, com a recriação da procissão do Espírito Santo entre a Igreja com o mesmo nome e a Sé Catedral. O cortejo de Coroas do Divino Espirito Santo, acompanhado pelo grupo de foliões, foi seguido por algumas dezenas de albicastrenses, curiosos em conhecer as tradições açorianas.
Nessa procissão foram recriados os quadros dos impérios dos Açores, no centro dos quais seguem as coroas, levadas pelas entidades, ou pelos irmãos do império, bem como os estandartes, com as insígnias de cada um deles.
Seguiu-se, na Sé, uma missa celebrada pelo pároco da Horta, que antecedeu um almoço típico do Espírito Santo, confecionado por cozinheiros açorianos.
Durante o almoço, o presidente da freguesia beirã de Castelo Branco, Jorge Neves, revelou-se “muito satisfeito” com este primeiro intercâmbio desde o acordo de geminação.
“Esta é uma geminação de segunda geração, portanto, não é apenas para os órgãos político-administrativos, mas também para a comunidade. E esta [iniciativa] teve, sem dúvida, uma participação muito grande” da população, afirmou o autarca.
Já o presidente da freguesia açoriana destacou ao POVO DA BEIRA a importância que o culto do Espírito Santo ainda tem nas ilhas do arquipélago, ao contrário do que acontece na Beira Baixa. “São realidades diferentes, mas face à avidez com que as pessoas receberam estas atividades, talvez se consiga despertar o culto aqui”, afirmou Luís Botelho.
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