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Região 6 de maio de 2013

Castelo Branco: Câmara fica com estacionamento subterrâneo

Por: Cristina Valente

A Câmara Municipal vai passar a “controlar” o estacionamento subterrâneo da cidade, a proposta de revogação do contrato de concessão, do parque subterrâneo do centro da cidade, mediante o pagamento de uma indemnização de 2 milhões e 200 mil euros, foi aprovada na ultima reunião da Assembleia Municipal, com as abstenções do BE, CDS e PSD. 

A Câmara Municipal vai passar a “controlar” o estacionamento subterrâneo da cidade, a proposta de revogação do contrato de concessão, do parque subterrâneo do centro da cidade, mediante o pagamento de uma indemnização de 2 milhões e 200 mil euros, foi aprovada na ultima reunião da Assembleia Municipal, com as abstenções do BE, CDS e PSD.

“Ficamos com parques a mais” afirmou João Pedro Delgado da CDU. Para o deputado, juntar o que foi gasto com a construção por parte da câmara de diversos parques de estacionamento à superfície e agora com a indemnização a pagar  é muito dinheiro para estacionamento  “para não gastarmos os 3 milhões e meio de euros na construção do parque subterrâneo, agora vamos pagar 2 milhões e 200 mil de indeminização e entretanto já gastámos mais 2 milhões e 800 mil em parques à superfície.”

O deputado da CDU pediu à autarquia que pondere a construção do parque de estacionamento junto ao Largo de S. Marcos, “que vai ficar a 50 metros do Subterrâneo”. Como sempre foi contra a concessão a CDU votou favoravelmente a passagem do parque para a Câmara Municipal.

Já o PSD apresentou algumas duvidas na vantagem deste negócio. Álvaro Batista questiona qual a vantagem em gastar os 2 milhões e 200 mil euros, se o parque existe e continua ao dispor dos albicastrenses.

Joaquim Morão esclareceu que faz parte da politica de estacionamento da autarquia, e o objetivo é uniformizar os preços praticados, “os três parques subterrâneos da câmara na zona histórica têm preços simbólicos, o que fica junto à câmara tem que ter o mesmo preço que o subterrâneo concessionado, por causa da concorrência. O que nós pretendemos é controlar os preços a praticar, e não estar dependentes de terceiros, como acontece hoje”.

O autarca defende que a câmara deve ter “na sua mão” todas as estruturas de utilização coletiva. “Assim os albicastrenses vão continuar a ter parques à superfície gratuito e parques subterrâneos com tarifas mais baixas do que as hoje praticadas”.

A revogação do contrato foi aprovada com os votos da maioria e da CDU e a abstenção do BE, CDS e PSD.

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