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Região 2 de maio de 2013

Fundão: Filho do homem que terá matado mulher com pauladas diz "agredia-a com frequência"

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O homem que a 15 de abril terá matado a mulher com pauladas, no apartamento em que viviam, no Fundão, agredia-a com frequência, relatou hoje o filho do casal na primeira sessão do julgamento do caso.

 

O homem que a 15 de abril terá matado a mulher com pauladas, no apartamento em que viviam, no Fundão, agredia-a com frequência, relatou hoje o filho do casal na primeira sessão do julgamento do caso.

João Ramalho, de 50 anos, chorou ao testemunhar e comoveu a sala de audiências, cheia de público, ao contar que "quase todos os dias" almoçava em casa dos pais para "reconfortar" e "proteger" a mãe, Maria Teresa, de 76 anos.

O pai, Manuel Ramalho, de 73 anos, "estava sempre a insultá-la e a atirar-lhe com coisas", num conflito que se lembra de sempre ter existido.

Em outubro de 2012, a vítima apresentou uma queixa por violência doméstica junto da GNR, mas acabaria por retirá-la por pressão do marido, referiu o filho, acrescentando que o medo a impedia de romper com a situação.

"Para não ficarmos preocupados, de certeza que ela não contava tudo", mas "mostrava hematomas às amigas", nódoas negras que seriam provocadas por agressões do marido, relatou.

João Ramalho disse que o pai sempre teve más relações com toda a família.

Manuel Ramalho e Maria Teresa estavam casados há 52 anos.

O arguido remeteu-se ao silêncio na primeira sessão do julgamento.

De acordo com a acusação, no dia do crime, data de aniversário de Manuel Ramalho, e sem motivação aparente, o homem terá iniciado uma discussão com a mulher quando ela estava na sala.

Com base nos resultados da autópsia ao corpo da vítima, o marido terá começado por tentar asfixia-la e depois agrediu-a com pauladas na cabeça e no peito até lhe provocar a morte.

Manuel Ramalho terá depois usado o mesmo pau, com 80 centímetros de comprimento e um diâmetro considerável, para agredir vizinhos na escadaria do edifício.

Estes alertaram a GNR, pelas 14:30, mas, quando aquela força de segurança chegou, o arguido já se tinha fechado em casa.

O impasse prolongou-se até às 18:30, altura em que os militares simularam que tinham saído do local para que o genro o conseguisse convencer a abrir a porta, o que viria a acontecer, conduzindo à descoberta do corpo da mulher e à detenção do marido.

Apesar de ser acusado de homicídio qualificado, um crime que pode ser punido com uma pena que vai até 25 anos de prisão, Manuel Ramalho está a ser julgado em processo sumário, por uma única juíza, graças à revisão do Código de Processo Penal.

Desde final de março que a lei prevê que os detidos em flagrante delito sejam julgados em 90 dias, seja qual for a moldura penal do crime em causa - até agora tal só se aplicava a casos com pena até três anos.

A sentença terá que ser lida no prazo de 120 dias (quatro meses) após a detenção do suspeito - ou seja, até meados de julho.

A próxima sessão ficou agendada para dia 28 de maio, às 09:30, dia para o qual está reservada a audição de mais testemunhas.

Contudo, algumas perícias ao corpo da vítima só deverão estar prontas "em junho", segundo informação lida hoje em tribunal.

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