Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) comunicou hoje às trabalhadoras da empresa de confeções Dressuomo que o Tribunal de Castelo Branco decidiu colocá-las em primeiro lugar na distribuição dos créditos de venda do património da empresa.
A União dos Sindicatos de Castelo Branco (USCB) comunicou hoje às trabalhadoras da empresa de confeções Dressuomo que o Tribunal de Castelo Branco decidiu colocá-las em primeiro lugar na distribuição dos créditos de venda do património da empresa.
A sentença, com data de 27 de março, "vem dizer que os trabalhadores são aos primeiros credores à frente de todos os outros, na diferença entre o que já receberam do fundo e aquilo que têm a receber", referiu Luís Garra, o coordenador da USCB.
Segundo o dirigente sindical, ainda falta apurar o valor da venda do património e só depois o administrador de insolvência fará a divisão dos valores.
A decisão do tribunal albicastrense é recebida com prudência, "porque o fundo de garantia salarial pode vir a recorrer desta sentença e já o fez noutras situações".
A data limite para o fazer é segunda-feira, informou a USCB.
"Se o vierem a fazer cai por terra a argumentação de que eles andam muito preocupados com quem precisa. Tenham moralidade e não se metam nisso, porque estão a cometer uma grande injustiça", disse Luís Garra.
A empresa de confeções Dressuomo encerrou há oito anos.
A USCB calcula que a dívida aos trabalhadores de empresas que entraram em insolvência é de 6,4 milhões de euros só na área do Tribunal de Castelo Branco. Dos 9,6 milhões de euros devidos foram pagos apenas 3,2 milhões através do fundo de garantia salarial, disse a organização sindical numa reunião promovida em fevereiro.
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