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Região 3 de abril de 2013

Covilhã: Animais domésticos ameaçados e agredidos por armadilhas ilegais

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

Animais domésticos estão a ser ameaçados por armadilhas ilegais e agredidos por desconhecidos, denunciou hoje a Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã.

 

Animais domésticos estão a ser ameaçados por armadilhas ilegais e agredidos por desconhecidos, denunciou hoje a Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã.

Em dois casos foi apresentada queixa junto da GNR, o primeiro há cerca de meio ano e o último há duas semanas, mas há mais situações: “o problema é recorrente”, disse à agência Lusa a presidente da associação, Lara Campos.

As armadilhas são feitas com laços dissimulados no campo, "usados ilegalmente para caçar javalis" e que acabam por capturar tudo o que por ali passa, descreve.

As duas situações em que foram apresentadas queixas aconteceram na Barroca do Zêzere, Fundão, e na zona das Minas da Panasqueira, Covilhã.

Os cães regressaram a casa com marcas das armadilhas e de agressões, segundo análise do veterinário que os tratou.

De acordo com Lara Campos, a população tem identificado "um determinado caçador na zona, que usa laços para javalis" e que quando apanha um cão "pega num machado e fere o animal".

Bruno Gonçalves, comandante da GNR do Fundão, confirmou à agência Lusa que, apesar de o assunto ser comentado, "só foram apresentadas duas queixas" e que numa das situações "chegou a ser identificado um suspeito, mas o caso foi arquivado".

De acordo com os relatos de proprietários, já houve mais situações de animais que sofreram "ferimentos graves", bem como "escoriações que não precisaram de ajuda veterinária" e que estarão relacionados com as armadilhas, garante Lara Campos.

A responsável da Instinto alerta também para os casos "de cães que desaparecem", que podem estar associados à situação e às agressões.

Segundo Bruno Gonçalves, "a colocação de laços constitui crime" e é usada na região para apanhar "caça maior".

Sempre que é detetado um laço "é feito um auto de notícia para tribunal" e aberto um inquérito, mas reconhece que o mais difícil é encontrar o autor.

A Instinto está a estudar com uma advogada a possibilidade de atuar de forma legal contra a colocação de armadilhas, mas já quanto aos casos específicos de cada animal, estes dependem sempre da queixa de cada proprietário, concluiu.

A Instinto - Associação Protetora de Animais da Covilhã é instituição de direito privado, sem fins lucrativos, criada a 30 de julho de 2012 e que tem como objetivo promover a defesa dos direitos dos animais.

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