Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O distrito de Castelo Branco continua a ser das regiões mais pacatas do país, apesar de registar a segunda maior subida percentual de criminalidade violenta (32,4) entre 2011 e 2012, disse à agência Lusa o comandante distrital da GNR.
O distrito de Castelo Branco continua a ser das regiões mais pacatas do país, apesar de registar a segunda maior subida percentual de criminalidade violenta (32,4) entre 2011 e 2012, disse à agência Lusa o comandante distrital da GNR.
De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), o número de crimes violentos no distrito subiu de 102 para 135, sendo que só quatro distritos têm menor número de ocorrências neste capítulo: Bragança (61), Guarda (105), Vila Real (114) e Beja (125).
Oliveira Gonçalves, comandante distrital da GNR, acredita que "não há razão para grande preocupação", referindo que o aumento aconteceu devido a "casos pontuais" e não a uma "tendência de crescimento dos crimes".
"Felizmente, não há muitas situações violentas, como assaltos a postos de combustível ou a ourivesarias, pelo que quando há algum caso faz disparar as estatísticas", referiu.
Aquele responsável garante que as autoridades "estão atentas", mas não há razão para alarme.
Admite que parte dos crimes a mais, registados de 2011 para 2012, possam ter sido feitos por grupos de outras zonas do país, "que fazem incursões pelas regiões do interior".
Apesar das tentativas, a Lusa não conseguiu obter uma reação do comandante distrital da Polícia de Segurança Pública, que na área do distrito patrulha as cidades da Covilhã e Castelo Branco.
O RASI de 2012 assinala que Lisboa (com menos 12,5%), Porto (menos 0,06%) e Setúbal (menos 15,8%) concentram, no seu conjunto, 71% da criminalidade violenta e grave, apesar da descida verificada dos indicadores.
No geral, a criminalidade violenta e grave desceu, no ano passado, 7,8% face a 2011.
Os dados foram apresentados no final de uma reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, realizada na segunda-feira, em Lisboa, presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.
O RASI só vai ser disponibilizado na íntegra, até ao final da semana, quando for entregue na Assembleia da República.
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