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Região 19 de março de 2013

Idanha-a-Nova: Defesa considera homicídios de Segura não qualificados, acusação pede pena perto da máxima

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A defesa do empreiteiro que está a ser julgado pelo assassínio da presidente da Junta de Segura e do marido daquela pediu hoje que o arguido seja condenado por dois tipos de homicídio mais leves do que aqueles de que é acusado.

A defesa do empreiteiro que está a ser julgado pelo assassínio da presidente da Junta de Segura e do marido daquela pediu hoje que o arguido seja condenado por dois tipos de homicídio mais leves do que aqueles de que é acusado.

O caso teve origem em desavenças relacionadas com o despejo de resíduos e a leitura do acórdão ficou marcada para quinta-feira, às 13:30, no Tribunal de Idanha-a-Nova.

José Torres responde por dois crimes de homicídio qualificado, mas, nas alegações finais, hoje realizadas, o advogado de defesa classificou o homicídio de Lurdes Sobreiro como homicídio privilegiado.

A morte do marido, José Ramos, foi classificada como homicídio simples.

Para a defesa, nada mais ficou provado para além de duas mortes, com dois tiros de caçadeira, que justifique a qualificação dos crimes.

Opinião distinta tem o Procurador do Ministério Público, que pediu uma pena de 23 ou 24 anos de prisão, e o advogado assistente, que pediu pena máxima - 25 anos de prisão.

Rejeitam a ideia do defensor, de que "emoção forte" e "desespero" moveram o arguido.

Sustentam que ficou provado tratar-se ambos os crimes de homicídio qualificado, com a devida premeditação e motivos, praticados num espaço de poucos minutos, na manhã de 12 de junho de 2012, nas instalações da Junta de Freguesia de Segura.

Durante as alegações finais, a filha das vítimas não conteve o choro, sentada no lugar de assistente no processo, junto ao advogado, enquanto o irmão (que assumiu a presidência da Junta de Segura, pois era o seguinte na lista candidata) também chorava, no meio do público.

O advogado assistente aproveitou a sessão para tecer largos elogios às vítimas, de quem era amigo, retratando-as como pessoas altruístas e apontando José Ramos como um empresário bem-sucedido no negócio das gasolineiras.

Segundo referiu, foi quem introduziu pela primeira vez, em Portugal, um cartão de descontos na compra de combustível e foi quem tornou um dos postos do IC 19, em Lisboa, como o que mais vendia na altura em toda a Europa.

Por seu lado, a presidente da junta ajudava instituições e residentes, acrescentou, refutando o cenário de que o empreiteiro era perseguido pela autarca desde que houve divergências político-partidárias entre ambos - enquanto a defesa considerou que diversos testemunhos provam essa perseguição.

José Torres está em prisão preventiva em Castelo Branco, completa 63 anos a 17 de abril, é casado e natural de Colares, Sintra, residindo em Segura há 40 anos.

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