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Região 15 de março de 2013

Tejo Internacional: Central nuclear de Almaraz "não é ameaça grave" para Portugal

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Armando Varela, considerou hoje que a central nuclear de Almaraz, em Cáceres (Espanha), “não é uma ameaça grave” para Portugal, apesar de defender que o tema deve ser "discutido".

O presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Armando Varela, considerou hoje que a central nuclear de Almaraz, em Cáceres (Espanha), “não é uma ameaça grave” para Portugal, apesar de defender que o tema deve ser "discutido".

Recordando que “em todo o historial” da central “nunca houve” qualquer problema para Portugal, o presidente da CIMAA defendeu, contudo, que o tema deve ser “discutido” e as populações “esclarecidas”.

O presidente da CIMAA, que representa os 15 municípios do distrito de Portalegre, falava à agência Lusa à margem de um seminário realizado hoje no centro de congressos daquela cidade alentejana, subordinado ao tema “Energia Nuclear: Uma Realidade Próxima do Distrito de Portalegre".

A central nuclear de Almaraz, a funcionar desde o início da década de 80 do século XX, está situada junto ao Rio Tejo, na região espanhola de Cáceres, que faz fronteira com os distritos portugueses de Castelo Branco e Portalegre.

Armando Varela, também presidente da Câmara de Sousel, indicou que, no ano passado, foram feitas “visitas” por parte de representantes da proteção civil do Alentejo à central nuclear de Almaraz.

“Almaraz para nós (portugueses), neste momento, não constitui nem um problema, nem uma oportunidade, porque é um empreendimento da responsabilidade do Governo espanhol”, disse.

O autarca reconheceu, no entanto, que o funcionamento de uma central nuclear “oferece” riscos, mas considerou que o Governo português “não tem legitimidade” para solicitar ao congénere espanhol que encerre a central de Almaraz.

As autoridades espanholas tinham previsto o encerramento da central nuclear de Almaraz em junho de 2010, mas o Governo de Madrid prolongou o prazo de funcionamento por mais 10 anos (até junho de 2020).

Afirmando-se defensor das energias renováveis, o presidente da CIMAA congratulou-se com o facto de Portugal ter optado, ao longo dos anos, pela implementação de “energias mais limpas”.

“Se nós podemos produzir energia a partir de fontes renováveis é o ideal”, defendeu.

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