Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A fábrica de peluches Steiff fechou, mas Oleiros ganhou mão-de-obra muito qualificada que pode ser "uma mais-valia" para outras empresas que se queiram instalar no concelho, declara o presidente da Câmara local.
A fábrica de peluches Steiff fechou, mas Oleiros ganhou mão-de-obra muito qualificada que pode ser "uma mais-valia" para outras empresas que se queiram instalar no concelho, declara o presidente da Câmara local.
José Marques falava ontem antes do encerramento oficial da unidade, que é hoje, apesar de o último dia de trabalho ter sido a 05 de fevereiro, decorrendo desde então o derradeiro período de férias para as 103 pessoas que ali trabalhavam.
Após 20 anos de laboração, a empresa alemã deslocalizou a produção para a Tunísia e parte da maquinaria ficou no pavilhão industrial, propriedade da Câmara e cedido gratuitamente.
Levaram "as máquinas de costura e outras duas de ar comprimido". O resto ficou: máquinas de corte, escritórios montados e equipados, cozinhas, refeitórios e arrumações.
"São instalações que podem servir para empresas desta e de outras áreas de atividade", refere o presidente da autarquia, que, em conjunto com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e outras entidades estatais, tem procurado investidores.
O objetivo é voltar a dar emprego às 103 pessoas, quase todas mulheres, que ali trabalhavam, e retomar a atividade no pavilhão da zona industrial.
Para José Marques, a formação que adquiriram ao longo de 20 anos de trabalho "é uma mais-valia que ficou: são pessoas com muita qualidade, porque os produtos eram muito exigentes".
Em Oleiros, eram fabricados mais de 100 mil bonecos por ano e, apesar da crise, as encomendas "continuavam a crescer", sendo muitos peluches "peças de coleção, topo de gama", referiu fonte da empresa.
Os preços de cada boneco podem variar entre os 200 e os mil euros.
A Steiff foi a marca que há mais de um século criou o primeiro boneco de peluche do mundo.
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