Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O Tribunal da Covilhã imputou hoje novos crimes a três dos dez arguidos no caso que envolve um chefe de polícia e uma prostituta ligados a alegados esquemas de extorsão.
O Tribunal da Covilhã imputou hoje novos crimes a três dos dez arguidos no caso que envolve um chefe de polícia e uma prostituta ligados a alegados esquemas de extorsão.
A leitura do acórdão estava marcada para hoje, mas foi adiada para dia 23 de janeiro, às 15:00.
O coletivo de juízes decidiu imputar a Janete Pires, prostituta, um crime de burla qualificada na forma tentada em coautoria com o chefe de polícia Francisco Casteleiro, que assim viu esse crime ser-lhe acrescentado.
Alcina Pinheiro, outra das arguidas, também passa a responder por mais um crime de burla qualificada em coautoria com Janete.
A decisão surge "após o estudo que o coletivo fez da acusação, confrontada com a prova produzida em tribunal", justificou a juíza presidente Alexandra Reboredo, acrescentando que, dos factos que já constavam da acusação, resulta que os arguidos podem ter cometido aqueles crimes.
A sessão de hoje no Tribunal da Covilhã serviu para comunicar a alteração, sendo que os advogados poderiam solicitar novas diligências, mas nenhum apresentou qualquer requerimento.
Janete Pires já estava acusada de extorsão na forma continuada, associação criminosa, burla qualificada, lenocínio, auxílio a imigração ilegal com intenção lucrativa, corrupção ativa e de dois crimes de falsificação de documento.
Francisco Casteleiro e Alcina Pinheiro já respondiam pela coautoria com outros arguidos pelos crimes de extorsão na forma continuada, falsificação de documentos e associação criminosa e ao chefe de polícia é ainda atribuída a autoria singular de um crime de corrupção passiva.
De acordo com a acusação, o alegado objetivo dos arguidos seria seduzir homens com dinheiro para depois os chantagearem, tirando partido da informação conseguida pelo agente de autoridade.
Uma das vítimas terá perdido 400 mil euros e até o marido de Janete terá ficado na miséria, sendo apoiado por uma instituição antes de morrer, refere a acusação.
O Ministério Público pediu a condenação dos dez arguidos no caso, com prisão efetiva para o chefe de polícia, a prostituta e outros dois arguidos acusados de exercer violência sobre as vítimas.
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