Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
O presidente da Câmara de Castelo Branco pede ao Governo que devolva as chaves do centro de atendimento telefónico da Segurança Social, que encerrou na cidade no início do mês, para procurar novos investidores.
O presidente da Câmara pede ao Governo que devolva as chaves do centro de atendimento telefónico da Segurança Social, que encerrou na cidade no início do mês, para procurar novos investidores.
O autarca Joaquim Morão falava durante uma reunião da assembleia municipal em que acusou o Executivo de não ter dado ouvidos à câmara para evitar o fim do centro nacional de atendimento (call center) que chegou a empregar 400 pessoas.
"Havia solução. Não teria 370 funcionários, teria menos", mas o município foi "perfeitamente ignorado" apesar de o próprio autarca ter feito "uma tentativa de corrigir isto", referiu.
A Câmara de Castelo Branco investiu em instalações e estabeleceu um protocolo com o anterior governo para o centro de atendimento telefónico Via Segurança Social funcionar em Castelo Branco durante, pelo menos, 15 anos.
No entanto, o contrato não foi cumprido e agora Joaquim Morão só tem um pedido: "quero é que nos entreguem as chaves e nos deixem em paz, nós encontraremos uma solução" para aquele espaço.
O presidente da autarquia admite que durante o mês de janeiro possa surgir uma oportunidade de ocupação do pavilhão municipal onde funcionava o centro.
"Há condições para recuperar algo do que perdemos", sublinhou hoje o autarca numa referência aos postos de trabalho perdidos no concelho em 2011, aludindo ainda à possibilidade de reabertura das confeções Cilvet e ao bom momento da fábrica de cablagens Delphi.
O ISS anunciou no dia 4 de dezembro que o Centro de Contacto de Castelo Branco ia encerrar no dia seguinte, justificando-se com "uma significativa redução de custos".
O atendimento telefónico é agora garantido por funcionários da Segurança Social em vários pontos do país.
Em junho, 400 funcionários do centro de atendimento telefónico, 231 dos quais efetivos, ficaram sem emprego, despedimentos justificados pelo ministro da Solidariedade e Segurança Social, Pedro Mota Soares, com o modelo financeiramente "insustentável" da estrutura.
Seguiu-se um concurso público internacional para atribuir nova concessão, reduzindo o custo de 15 para oito milhões de euros, mas esta nova fase de operação acabaria por ser abortada.
Receba as principais notícias no seu email e fique sempre informado.
© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet