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Região 28 de dezembro de 2012

Castelo Branco: Assembleia Municipal aprova moção de apreço pelo trabalho de Fernando Palouro Neves

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje uma moção de apreço pelo trabalho do jornalista Fernando Paulouro Neves, que esta semana abandonou o cargo de diretor do Jornal do Fundão, título da Controlinveste.

 

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje uma moção de apreço pelo trabalho do jornalista Fernando Paulouro Neves, que esta semana abandonou o cargo de diretor do Jornal do Fundão, título da Controlinveste.

A moção, proposta pelo deputado municipal Luís Barroso, do Bloco de Esquerda, destaca o papel do jornalista para a região "romper a interioridade", "em defesa da cultura" local e do "confronto democrático de ideias".

A versão inicial do documento manifestava ainda "preocupação" pelas alegadas intromissões da gestão da Controlinveste na linha editorial do jornal, com as quais Fernando Paulouro justificou a sua saída.

O texto questionava o grupo detentor do título sobre a "continuidade da linha editorial" do semanário, mas foi alterado por proposta do PS.

A moção passou a formular "votos de que o Jornal do Fundão continue a defender o património histórico que o nome significa e a memória do fundador".

A proposta foi aprovada com uma abstenção do CDS-PP e os votos favoráveis das restantes forças.

Ainda durante a reunião de hoje da assembleia municipal, a deputada municipal Paula Lisboa questionou "o que pretende fazer a Controlinveste com o jornal" e que intervenção tem tido a Entidade Reguladora da Comunicação neste processo.

"O PS agradece o zelo e profissionalismo de Fernando Paulouro ao longo dos últimos 40 anos, mantendo um jornal onde a liberdade imperava", referiu.

O Jornal do Fundão foi fundado a 27 de janeiro de 1946 e tornou-se numa referência da imprensa portuguesa ao desafiar a censura e publicar textos de nomes aclamados do panorama cultural do país.

Em 1965 esteve suspenso durante cinco meses e quando voltou a ser publicado ficou sujeito a censura especial por parte do regime.

Foi propriedade da família Paulouro, posteriormente comprado pela Lusomundo, grupo de comunicação social adquirido em 2005 pela Controlinveste.

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