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Europa 13 de dezembro de 2012

Vítor Gaspar diz que supervisor bancário único deve abranger todos os bancos da zona euro

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O ministro das Finanças defendeu hoje, em Bruxelas, a necessidade de assegurar que o futuro supervisor bancário único será "efetivo" e que abrangerá todas as organizações bancárias da zona euro.

 

O ministro das Finanças defendeu hoje, em Bruxelas, a necessidade de assegurar que o futuro supervisor bancário único será "efetivo" e que abrangerá todas as organizações bancárias da zona euro.

 

Intervindo no debate entre os ministros das Finanças da União Europeia (UE) na reunião extraordinária sobre o mecanismo único de supervisão bancária, em Bruxelas, Vítor Gaspar apontou a «necessidade de acabar com a ligação entre risco soberano e risco bancário» e de "eliminar a atual fragmentação dos mercados financeiros dentro da EU, como um elemento-chave para um efetivo mecanismo de ajustamento dos desequilíbrios dentro da zona euro".

No que respeita ao mecanismo de supervisão, o ministro das Finanças defendeu que deve ser efetivo e abranger todas as organizações bancárias na zona euro.

"O elemento-chave que acredito que devemos ter, que devemos assegurar é, em primeiro lugar, que o mecanismo único de supervisão bancária é efetivo e cobre todas as organizações bancárias na zona euro", disse.

O mecanismo único de supervisão bancária, com entrada em funcionamento prevista para 01 de janeiro de 2013, deverá abranger todos os bancos da zona euro (cerca de 6.000), mas mesmo os países que não façam parte da moeda única podem também aderir, se assim o desejarem.

O Banco Central Europeu (BCE) será a instituição responsável pela supervisão do sistema bancário da zona euro, enquanto a Autoridade Bancária Europeia (EBA, na sigla em inglês) terá um papel de regulador.

À entrada para a reunião, vários ministros afirmaram ser possível chegar hoje a um compromisso sobre o supervisor bancário único, embora existam divergências entre os Estados-membros, nomeadamente no que respeita à dimensão dos bancos que ficarão sujeitos ao controlo direto do BCE e ao sistema de tomada de decisões.

O ministro francês, Pierre Moscovici, instou os seus homólogos europeus a alcançarem hoje um acordo, mostrando-se disposto a aceitar que o controlo direto abranja apenas bancos com ativos superiores a 30.000 milhões de euros.

Também os titulares da pasta das Finanças na Alemanha e na Suécia se mostraram confiantes na possibilidade de ser alcançado hoje um compromisso.

O ministro sueco, Anders Borg, condicionou, no entanto, o seu apoio à criação de garantias para os países que não integram a zona euro - como a Suécia - não fiquem em desvantagem no processo de tomada de decisões.

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