Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Região 29 de novembro de 2012

Idanha-a-Nova: MP acusa homem que assassinou a presidente da Junta de Segura

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O Ministério Público deduziu acusação contra o empreiteiro que, a 12 de junho, matou a tiro a presidente da Junta de Freguesia de Segura, concelho de Idanha-a-Nova e o seu marido, disse hoje fonte ligada ao processo.

O Ministério Público deduziu acusação contra o empreiteiro que, a 12 de junho, matou a tiro a presidente da Junta de Freguesia de Segura, concelho de Idanha-a-Nova e o seu marido, disse hoje fonte ligada ao processo.

Terminada a fase de inquérito, o Ministério Público acusou José Manuel Torres de dois crimes de homicídio qualificado e um crime de detenção de arma proibida, tendo ainda decidido manter a medida de coação mais gravosa, a de prisão preventiva.

De acordo com o despacho de acusação, desde que Maria de Lurdes Sobreira assumiu a presidência da Junta, em 2009, "foram imputadas ao arguido várias contraordenações, quer por ausência de licenças para a atividade e trabalhos que exercia, quer por descargas de resíduos de obras em locais inapropriados".

Esta situação "criou um clima de animosidade entre os dois, porquanto o arguido lhe imputava o insucesso da sua profissão e até mesmo o encerramento da sua atividade, em dezembro de 2011".

Segundo os factos apurados em fase de inquérito, o arguido terá ameaçado que "um dia matava a presidente da Junta", o que terá vindo a concretizar no dia 12 de junho de 2012, tendo usado uma caçadeira semiautomática, de calibre 12 milímetros.

A presidente estava sentada à sua secretária na Junta de Freguesia e o marido estava também no gabinete, mas de pé.

José Manuel Torres entrou no edifício da Junta, nessa manhã e, "mantendo-se junto à porta do gabinete da presidente, de imediato, sem proferir qualquer palavra, apontou a arma a Lurdes Sobreira, atingindo-a na cabeça e pescoço", e de seguida "a José Sobreiro, atingindo-o no lado direito do peito".

O homem saiu dali e dirigiu-se ao posto da GNR de Zebreira, onde se entregou e confessou o crime.

O Ministério Público considerou que o homem agiu "com intenção de se vingar", mas também "de modo frio e traiçoeiro".

Partilhar:

Relacionadas

© 2026 Diário Digital Castelo Branco. Todos os direitos reservados. Desenvolvido por Albinet

Link copiado!