Parlamento visita "bons exemplos" de renováveis na Beira Interior

A Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local da Assembleia da República, esteve na Beira Interior onde conheceu “dois bons exemplos” de projetos de energias renováveis.

Segundo o deputado do PS Miranda Calha, presidente da Comissão do Ambiente da AR, os deputados que integram aquele grupo de trabalho visitaram o parque eólico da Gardunha (Fundão), com 57 turbinas, e a central hídrica de Manteigas, ambos da responsabilidade da empresa GENERG – Gestão e Projetos de Energia, S.A.

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  • Publicado: 2010-04-21 09:37
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco/Lusa
A Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local da Assembleia da República, esteve  na Beira Interior onde conheceu “dois bons exemplos” de projetos de energias renováveis, disse à Lusa o seu presidente.

Segundo o deputado do PS Miranda Calha, presidente da Comissão do Ambiente da AR, os deputados que integram aquele grupo de trabalho visitaram o parque eólico da Gardunha (Fundão), com 57 turbinas, e a central hídrica de Manteigas, ambos da responsabilidade da empresa GENERG – Gestão e Projetos de Energia, S.A.

“Foi uma visita extremamente interessante, tivemos oportunidade de apreciar o trabalho desenvolvido por uma empresa na área das energias renováveis”, disse Miranda Calha no final da visita à central de Manteigas situada no Vale Glaciar da Serra da Estrela.

Referiu que os deputados puderam verificar no terreno “o que significa a aposta nas energias renováveis, o que representam em termos de desenvolvimento do interior e o contributo que podem dar em termos de energia”.

Apontou que no caso do distrito de Castelo Branco a produção de energia elétrica a partir de aerogeradores já representa “uma percentagem da ordem dos oitenta por cento” e no caso de Manteigas, a central hídrica “produz mais do dobro da energia de que o concelho necessita”.

Segundo Miranda Calha, na Beira Interior já existe “uma componente importante de fornecimento de energia através da força do vento e da capacidade de utilização dos recursos hídricos”.

“Temos aqui energias importantes que se desenvolvem numa perspetiva amiga do ambiente, preservando o ambiente, mas contribuindo para o fornecimento de energia, que é essencial em termos económicos”, disse à Lusa.

Miranda Calha defendeu que a aposta “nas chamadas energias limpas ou verdes” deve continuar a ser “uma aposta muito importante em termos nacionais”.

“Com esta visita estamos a comprovar a relevância deste tipo de investimento para acompanhar o desafio feito a nível nacional no sentido de apostar com força nas energias renováveis”, referiu.

O grupo GENERG já investiu 550 milhões de euros em projetos de energias renováveis e está previsto aplicar mais 130 milhões “nos próximos dois anos”, concluiu o presidente da Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local.

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