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Europa 7 de setembro de 2012

Durão: é preciso dar «um grande passo em frente» na integração europeia

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, declarou hoje que "é preciso dar um grande passe em frente na integração europeia" para sair da crise, assim como "uma reforma dos tratados, quando chegar o momento".

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, declarou hoje que "é preciso dar um grande passe em frente na integração europeia" para sair da crise, assim como "uma reforma dos tratados, quando chegar o momento".

Barroso fez estas declarações no congresso do Partido Popular Europeu (PPE), em Florença (Itália), no seu primeiro discurso depois da decisão do Banco Central Europeu (BCE) de comprar a dívida soberana dos países em dificuldades.

"Ao longo da história da União (Europeia) houve a necessidade de dar-se passos de gigante. É preciso dar outro passo em frente na integração europeia e deixar de colocar remendos aqui e ali", disse Durão Barroso.

O presidente da Comissão Europeia falou na necessidade de definir "um mapa do caminho" com a união bancária e um supervisor único como sendo a "primeira fase".

"Primeiro, deve-se adotar na União Europeia (UE), como anunciarei no dia 12 de setembro, em Estrasburgo, um supervisor único, de uma união bancária. Na crise vimos que supervisores nacionais são insuficientes para conseguir a confiança" dos mercados financeiros, apontou.

"Vemos que o dano que pode provocar um país aos demais se não resolver os seus problemas de orçamento e por isso queremos que a supervisão gire em torno do BCE", afirmou.

A união bancária para Barroso "deve ter a porta aberta para aqueles países que ainda não estão no euro", pois, segundo disse, "não se podem criar divisões entre os países com a moeda única e os que não estão ainda nesse lugar".

Sobre a união política, Barroso falou da "necessidade de compartilhar mais a soberania", o "reforço das instituições", incluindo a "mudança do tratado", indicando, no entanto, que essa ocorrerá no "momento apropriado".

Neste sentido, disse que aposta na combinação de "medidas de curto prazo de estabilização, com medidas de médio e longo prazo para consolidar a união política".

Durão Barroso pediu, porém, que "a tomada de grandes decisões não sirva de desculpa dos países para não se tomar decisões agora" e apelou aos 27 países da UE a "continuarem a fazer reformas estruturais" pela necessidade de haver uma "coesão disciplinar".

O presidente da Comissão Europeia chamou ainda a atenção para as disparidades entre os países nas políticas, como as de pensões públicas.

"É difícil de compreender que alguns países alarguem a vida laboral (dos cidadãos) e outros não", referiu.

Sobre o crescente euroceticismo nos países em dificuldades, como a Grécia, Durão Barroso lamentou "a crise de confiança", uma crise "que não só se refere aos mercados, mas também dos cidadãos e os países".

Durão Barroso falava na abertura do segundo dia de trabalhos do congresso do PPE, que será encerrado pelo presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy.

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