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Europa 4 de setembro de 2012

Marine Le Pen quer impedir ratificação do novo tratado europeu

Por: Diario Digital Castelo Branco/Lusa

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, anunciou hoje que vai organizar "uma grande campanha política" para que os cidadãos possam manifestar a sua oposição ao novo tratado europeu, que deve ser ratificado pelo Parlamento este mês.

 

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, anunciou hoje que vai organizar "uma grande campanha política" para que os cidadãos possam manifestar a sua oposição ao novo tratado europeu, que deve ser ratificado pelo Parlamento este mês.

Sem especificar que forma exata vai assumir o protesto contra o novo pacto fiscal europeu, Marine Le Pen, em entrevista conjunta a uma rádio e uma televisão francesas, assinalou apenas que será "uma ação de dimensão considerável" e uma "grande campanha política para que os franceses possam manifestar o seu desacordo em relação à cura de austeridade que lhes estão a preparar".

"Esse tratado é a perda da nossa liberdade enquanto povo, da nossa capacidade de decidir por nós mesmos", afirmou a presidente da Frente Nacional, citada pela agência noticiosa Efe.

Le Pen voltou a exigir que o novo tratado seja levado a referendo em França, dizendo que isso apenas não é feito, porque se sabe que os franceses diriam não à ratificação.

A presidente da Frente Nacional previu ainda "uma dissolução da zona euro", para a qual "não há solução" e lamentou que para os dirigentes europeus o euro se tenha convertido "quase numa religião" e que não queiram admitir que cometeram um erro com a criação da moeda única.

Marine Le Pen disse também que se considera a líder da oposição em França, "por ser a líder da oposição ao sistema", uma vez que, quer os socialistas do presidente Hollande, quer os conservadores da União para um Movimento Popular (UMP) do ex-Presidente Sarkozy estão a favor do tratado europeu e da imigração.

Para a líder da extrema-direita, não faz sentido continuar a apoiar uma política de imigração quando em França existem, de acordo com os seus cálculos, seis milhões de desempregados, e não os três milhões reconhecidos oficialmente pelo primeiro-ministro francês, o socialista Jean-Marc Ayrault, no passado fim-de-semana.

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