Militar falecido no Kosovo integrava contingente da missão lusa da NATO no país

O militar português que hoje morreu no Kosovo na sequência de uma prova de aptidão física integrava a Força Nacional Destacada da missão da NATO naquele país, que é constituída atualmente por um total de 295 militares lusos.

De acordo com uma nota do Estado Maior Geral das Forças Armadas, a vítima mortal foi o soldado primeiro cabo José Bernardino.

 

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  • Publicado: 2010-03-16
  • Autor: Diario Digital Castelo Branco
O militar português que hoje morreu no Kosovo na sequência de uma prova de aptidão física integrava a Força Nacional Destacada da missão da NATO naquele país, que é constituída atualmente por um total de 295 militares lusos.

De acordo com uma nota do Estado Maior Geral das Forças Armadas, a vítima mortal foi o soldado primeiro cabo José Bernardino.

O incidente ocorreu hoje pelas 11:35 locais (10:35, horas de Lisboa) após terminar uma corrida da prova de aptidão física.

O Estado Maior Geral das Forças Armadas refere que a família do militar já foi informada da situação, estando a ser acompanhada e apoiada por psicólogos do Exército,

A participação de Portugal na Missão de apoio à Paz no Kosovo é feita através do Batalhão de Infantaria Mecanizado (1ºBIMec) da Brigada Mecanizada, a que pertencia o soldado primeiro cabo José Bernardino.

Atualmente, a Força Nacional Destacada da missão da NATO no Kosovo é constituída por 290 militares portugueses, estacionados nos arredores de Pristina, capital do Kosovo, e por cinco elementos no Quartel-General do KFOR, segundo o portal da EMGFA.

A operação militar da NATO no Kosovo (KFOR) conta com cerca de onze mil soldados e tem como missão verificar a retirada das forças sérvias da província e estabelecer a presença internacional, assim como dar cumprimento aos acordos de Rambouillet no sentido de se chegar a uma solução pacífica para o conflito.

Estacionado em Jubilei Barracks, nos arredores de Pristina, o contingente português atua como uma força de reserva e de reação rápida, que está à ordem do comandante da KFOR.

A Força de Reação Rápida da KFOR foi concebida para responder rapidamente às possíveis mudanças da situação de segurança no terreno e é liderada pelo tenente-coronel Lino Loureiro Gonçalves, refere o site da NATO.

Portugal juntou-se à operação terrestre da NATO, integrando a KFOR em julho de 1999, com uma unidade de escalão batalhão (Agrupamento) composta por 300 militares, um Destacamento de Operações Especiais e um Destacamento de Controlo Aéreo-Tático, precisa o EMGFA.

A missão genérica do agrupamento português era a de estabelecer uma presença permanente em toda a área de responsabilidade a fim de verificar e, se necessário, impor o acordo com a Jugoslávia para a retirada das suas forças do Kosovo e o acordo de desmilitarização do Exército de Libertação do Kosovo .

Os três agrupamentos portugueses que sucessivamente integraram a força multinacional da NATO foram ainda empregues fora do seu setor, nomeadamente em Mitrovica, em reforço ou substituição de outras unidades.

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