Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
A Fundação Manuel Cargaleiro inaugura em Castelo Branco, no dia 18, a exposição coletiva que reúne os 20 finalistas da primeira edição dos prémios bienais criados em homenagem ao pintor e ceramista Manuel Cargaleiro.
A exposição coletiva vai estar distribuída por dois pisos do Museu Cargaleiro, em Castelo Branco, e apresenta ao público pela primeira vez, em conjunto, as obras selecionadas de entre as 267 candidaturas recebidas de todo o país e do estrangeiro, em duas categorias, com dez finalistas cada.
A Fundação lançou, no final de 2025, a primeira edição de um conjunto de prémios bienais criados em homenagem ao pintor e ceramista Manuel Cargaleiro.
A seleção coube a um júri de exceção no panorama artístico português que inclui Sandra Vieira Jürgens, Alexandre Farto (Vhils) e Graça Morais.
“Mais do que uma homenagem ao legado de Manuel Cargaleiro, os prémios constituem um programa que prolonga o seu espírito de experimentação, de liberdade criativa e de proximidade às sucessivas gerações de quem faz da arte um lugar de investigação, descoberta e expressão”, afirmou hoje Gonçalo Garcia Magano, Diretor da Fundação Manuel Cargaleiro e curador da exposição.
Este responsável explica ainda que os Prémios Manuel Cargaleiro refletem o compromisso da Fundação com o apoio à criação artística contemporânea e manifestam a convicção de que preservar um legado implica, também, criar condições para o surgimento de novas linguagens.
Gonçalo Garcia Magano sublinha que a exposição não constitui apenas o ponto de maior visibilidade pública desta primeira edição, mas é a sua etapa decisiva.
“É diante das obras instaladas, no espaço e na materialidade que lhes é própria, que o júri conclui a avaliação e fixa a decisão final”, vincou.
O percurso expositivo abre com o Prémio Revelação, dirigido a estudantes do ensino superior artístico, que reúne as obras de Ana Alves, Giulia Paz, Mónica Lopes Nogueira, Pedro de Sousa Serafim, Raquel Maria Tavares, Rui Dias Monteiro, Sara Gonçalves, Sara Velez Malta, Sílvia Neto e Tomás Caleia Azul.
Segue-se o Prémio Cargaleiro, aberto a artistas de qualquer idade, nacionalidade ou percurso, com as obras de Ana Maria Ferreira, António Jorge, Célia Macedo, Joana Paraíso, Luís Macedo, Luís Mouro, Luísa Ramires, Magda Delgado, Rosário Andrade e Yola Vale.
Os vencedores serão anunciados apenas na cerimónia oficial de entrega, em outubro, na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, por ocasião do Dia das Belas-Artes.
A sessão inaugural da exposição coletiva decorre no Museu Cargaleiro, às 18:00.
A inauguração é de entrada livre e aberta a todo o público e após a sessão de abertura, realiza-se uma visita à exposição conduzida pelo curador, com a presença dos artistas finalistas.
Instituídos em parceria com a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e a Câmara Municipal de Castelo Branco, e com o patrocínio da Caixa de Crédito Agrícola da Beira Baixa Sul, os Prémios Manuel Cargaleiro visam promover a criação artística contemporânea e incentivar a investigação em torno da vida e obra de Manuel Cargaleiro (1927–2024).
Criada em 1990 por Manuel Cargaleiro, a fundação é uma instituição de utilidade pública dedicada à valorização, estudo e difusão da arte e da cultura.
A sua missão central é preservar e promover o vasto património artístico do seu fundador, assegurando a criação, organização e gestão do Museu Cargaleiro, em Castelo Branco.
Atualmente, fruto de uma parceria com a Câmara Municipal de Castelo Branco, a fundação encontra-se instalada no coração do centro histórico da cidade.