Por: Diário Digital Castelo Branco
Milhões de pessoas acompanharam o Eclipse do Sol de 12 de agosto em Portugal, presencialmente e através dos media, numa mobilização nacional que colocou a astronomia no centro das atenções. Uma semana depois do evento, o país continua a recordar um dos fenómenos astronómicos mais marcantes das últimas décadas. De norte a sul do país, a Ciência Viva mobilizou milhares de participantes em 50 atividades organizadas ou apoiadas pela Rede Nacional de Centros Ciência Viva.
Com percentagens de ocultação do Sol a variar entre os 74% e os 100%, por todo o território nacional foram dinamizadas sessões de planetário, palestras, observações astronómicas, visitas orientadas e oficinas experimentais, que revelaram a ciência por trás dos eclipses e reforçaram a importância da observação segura com óculos certificados. A ZEISS apoiou a programação nacional do Eclipse 2026, disponibilizando óculos certificados gratuitos em todo o país, através das mais de 600 óticas da sua rede Clube da Visão.
A 12 de agosto, o expoente máximo aconteceu no Santuário do Sameiro, em Braga. Segundo a Proteção Civil, a atividade do Planetário – Casa da Ciência de Braga – Centro Ciência Viva reuniu cerca de 50 mil participantes. Já o UC Exploratório – Centro Ciência Viva de Coimbra juntou 12 mil pessoas para assistirem ao eclipse. No Aeródromo Municipal de Bragança, onde a totalidade da ocultação do Sol esteve iminente, cerca de 8 500 pessoas aplaudiram o momento tão aguardado, num evento organizado pelo Centro Ciência Viva de Bragança. A partir do Parque Natural de Montesinho, o único ponto do país onde o Sol ficou oculto a 100%, a Ciência Viva transmitiu em direto o fenómeno, com quase 40 mil visualizações. Os mais de 20 mil festivaleiros do Vodafone Paredes de Coura também acompanharam o Eclipse do Sol, ao som da música de um dos mais antigos festivais de verão.
Mais a sul, estima-se que 30 mil pessoas tenham assistido ao eclipse em Oeiras, na zona do Passeio Marítimo de Algés e na Praia de Santo Amaro, numa colaboração entre o Município de Oeiras e a Ciência Viva. No Algarve, os Centros Ciência Viva em Faro, Lagos e Tavira contabilizaram mais de 12 mil participantes nas ações dinamizadas.
O Eclipse do Sol teve, também, uma ampla cobertura mediática. Só para o evento no Aeródromo de Bragança, estiveram acreditados 78 jornalistas de 17 órgãos de comunicação social de televisão, rádio, imprensa e digital. No dia 12, as televisões registaram audiências na ordem dos cinco milhões.
Desde o início do ano, o programa nacional para a observação do Eclipse do Sol – comissariado por Pedro Mota Machado, investigador do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa – envolveu instituições nacionais, apoiadas pela comunidade de astrónomos amadores e profissionais e por vários especialistas de outras áreas científicas.
O eclipse total do Sol terminou, mas no próximo ano, aqui bem perto, começamos a pensar no próximo. A 2 de agosto de 2027, o Eclipse do Sol será visível na totalidade a sul de Espanha, norte de África e na Península Arábica e, parcialmente, em Portugal, na região do Algarve e Alentejo – com percentagens de ocultação do Sol entre os 80% e os 90%. Este ciclo termina a 26 de janeiro de 2028, com um eclipse anular que será visível no Alentejo, Algarve e Madeira, Espanha e América do Sul.
As atividades continuam pelo país até setembro, podendo ser consultadas em https://eclipse2026.pt/.