Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa
O Município e a Universidade Politécnica de Castelo Branco participam numa missão à China, em outubro, na primeira atividade no âmbito de um protocolo firmado, hoje, com a Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa.
A formalização desta parceria seguiu-se a uma reunião nos Paços do Concelho, que deu início a uma visita oficial de dois dias do embaixador da República Popular da China em Portugal, Yang Yirui, ao concelho de Castelo Branco.
No terreno, o embaixador e a sua comitiva visitarão vários equipamentos culturais, mas também empresas e infraestruturas de apoio ao desenvolvimento económico regional, como seja o Centro de Empresas Inovadoras (CEi) ou o Centro de Apoio Tecnológico Agro-Alimentar (CATAA).
Yang Yirui sentiu-se “honrado, por poder testemunhar este estreitar de laços”, deixando a garantia de que usará a sua influência para que esta relação tenha futuro.
O presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, congratulou-se com o reforço desta ligação, “que já tem 30 anos, devido à geminação do município com a cidade de Zhuhai, mas que se pode estender” incluindo às duas cidades que vão visitar em outubro.
À China, Castelo Branco tem para oferecer “oportunidades ao nível da educação (do básico ao superior), ao nível da cultura, pois o próprio Bordado de Castelo Branco tem raízes orientais, mas também ao nível da economia, pois o futuro do concelho passa pela sua centralidade no país, mas também como porto seco, com ligação aos portos de Lisboa e de Setúbal”.
A estes ingredientes, o autarca juntou “a autoestrada, a ferrovia e o aeródromo, além de Castelo Branco ter outro ativo que é muito procurado, o terreno, que aqui se vende a preços simbólicos”.
Leopoldo Rodrigues disse esperar que este seja “um dia histórico” para a região, ideia corroborada pelo secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa, Bernardo Mendia, que lembrou que “a colaboração internacional realiza-se a nível local, porque a relação com o Governo faz-se ao nível político, mas o desenvolvimento económico só é possível no nível local”.
“A próxima missão que vamos organizar é a duas cidades, Chongqing e Chengdu, e o senhor presidente da Câmara também virá. Obviamente que esse convite é também para as empresas do município que tenham interesse e vejam aqui uma oportunidade”, explicou Bernardo Mendia.
A distância é uma contingência, mas “tem de se fazer um esforço, porque o país não se acaba em Lisboa”.
“Antes, pelo contrário, o país acaba em Lisboa, porque o país começa aqui”.
A questão logística é um ponto forte de Castelo Branco, sendo o maior dificuldade “a falta de pessoas formadas nas áreas que interessam a estas empresas, mas a universidade politécnica pode trabalhar em conjunto com as empresas para fazerem projetos de longo prazo”.