Introduza pelo menos 5 caracteres.
img
Cultura 13 de agosto de 2026

Castelo Branco: Biblioteca Municipal António Salvado sofre profunda intervenção de reparação

Por: Diário Digital Castelo Branco

 A Biblioteca Municipal António Salvado em Castelo Branco vai ter uma intervenção de fundo para reparar a cobertura, a iluminação e a climatização, mas também o espaço exterior, explicou à agência Lusa o arquiteto Carlos Figueiredo, coordenador do projeto.

A equipa do arquiteto visitou o local para começar a delinear a intervenção, que não estará concluída nos 20 anos deste equipamento, assinalados em junho de 2027, mas “algo já haverá diferente”.

O primeiro passo é a impermeabilização da cobertura, que já apresentava o desgaste natural do tempo, mas os problemas aumentaram com a passagem da depressão Kristin.

A biblioteca foi uma das primeiras obras que Carlos Figueiredo e o colega catalão Josep Lluís Mateo fizeram no âmbito do Programa Polis Castelo Branco, sendo também eles os autores do Centro de Cultura Contemporânea, que fica próximo.

“Este é claramente um espaço onde me agrada estar, pela qualificação e pelo que introduziu, de algum rigor de desenho urbano. E, por isso, este edifício funciona muito como âncora”, explicou o arquiteto, esclarecendo que se muitos o viram como “o remate da praça da Devesa, para quem vinha e entrava pelo pórtico do antigo quartel, na verdade, a ideia deste edifício sempre foi o de ser o interface com a zona de cima, da Senhora da Piedade”.

Passados quase 20 anos, “esta não será só uma ação de cosmética.

“Há um ponto ou outro que será, mas gostaria de reforçar a ideia de ligação entre esta praça e a praça de cima, usar outra vez a ideia do elevador, que pode trazer público, criando uma nova entrada, a partir da cobertura, onde pode ser instalado algum equipamento, como seja uma sala para eventos de menor dimensão”.

Para além da reabilitação física do edifício, “há que reforçar o programa”.

“Porque estes programas não podem ser fechados, sob pena dos equipamentos morrerem e não se atualizarem. Podemos, por isso, aproveitar para reforçar a capacidade programática e também para reforçar a ligação entre os espaços urbanos e o espaço físico e o espaço funcional da própria biblioteca”.

Além da cobertura, a intervenção também passará por vários níveis, pois há reparações a fazer “por desgaste, mas também por opções que possam não ter sido as melhores na altura”.

No exterior, o ‘deck’ tem de ser repensado, usando materiais mais resistentes, mas que estejam em harmonia com o espaço.

Todas as intervenções “terão em conta o uso de maquinaria mais moderna e sustentável”.

Carlos Figueiredo não voltou só para este projeto: “De vez em quando passo aqui para rever esta obra, porque foi uma das primeiras que fizemos aqui do Polis”.

“E este é um edifício extremamente importante, quer de ponto de vista cultural, quer de ponto de vista urbano”.

O arquiteto reconheceu que muitos não entenderam este conceito de modernidade, mas, para a classe, “é uma leitura urbana diferente de algum classicismo ou de algum conservadorismo”, que não perderá na intervenção, que pretende “dar uma nova dinâmica ao espaço para continuar a agradar a vários públicos”.

 

Partilhar:

Relacionadas

Link copiado!