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Região 14 de março de 2026

Parlamento aprova pesar pela morte do General proencense Martins Barrento

Por: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

A Assembleia da República aprovou esta 6ªfeira, 13 de Março,  por unanimidade um voto de pesar pela morte do general Martins Barrento, ex-chefe do Estado-Maior do Exército, enaltecendo “o seu exemplar percurso de serviço às Forças Armadas e à nação”.

O voto de pesar, apresentado pelo presidente do parlamento, José Pedro Aguiar-Branco, mereceu os votos favoráveis de todas as bancadas.

No texto é lembrado que o general António Eduardo Queiroz Martins Barrento, morreu no passado dia 07, aos 87 anos.

“Natural de Estremoz, onde nasceu em 1938, licenciou-se em Ciências Militares, tendo frequentado o Curso de Estado-Maior, o Curso Superior de Guerra, ministrado em Paris, e o Curso Superior de Comando e Direção”, lê-se no texto.

O projeto refere ainda que o militar foi docente do Instituto de Altos Estudos Militares, ao longo de uma década, e professor catedrático convidado do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa.

“A sua carreira militar, com 45 anos de serviço, levou-o a Moçambique, Angola e Timor. Desempenhou também funções na NATO em Mons, na Bélgica”, é acrescentado.

O general desempenhou as funções de Chefe do Estado-Maior do Exército entre 1998 e 2001 e “destacou-se pela elevada competência, pela capacidade de liderança e pelo contributo decisivo que prestou para a modernização do Exército português”.

Os deputados manifestaram o seu “profundo pesar”, prestando tributo ao “exemplar percurso de serviço às Forças Armadas e à nação” do militar, e endereçaram “sentidas condolências à família, aos amigos, aos camaradas de armas e a todo o Exército Português”.

Esta manhã em plenário na Assembleia da República foi também aprovado por unanimidade um voto de pesar, apresentado pelo PS, pela morte do major-general Arnaldo José Ribeiro da Cruz, que morreu no passado dia 23 de janeiro. Nas galerias, esteve presente o presidente da Associação 25 de Abril, coronel Vasco Lourenço.

O presidente da Assembleia da República associou-se ao voto, anunciando que o Governo também se associou a todos os pesares hoje votados.

O major-general desempenhou, ao longo do seu percurso,” relevantes funções públicas, com particular destaque na área da Proteção Civil”, é destacado no voto.

“Natural da freguesia de Sobreira Formosa, concelho de Proença-a-Nova, desenvolveu a sua carreira no Exército Português ao longo de várias décadas, tendo passado à reserva em 2001. Capitão de Infantaria “Comando”, integrou a geração dos Capitães de Abril, num percurso assinalado por diversas distinções e louvores”, lê-se na iniciativa.

Os socialistas referem que no domínio da Proteção Civil, o militar “assumiu responsabilidades de direção a nível nacional” e “presidiu ao então Serviço Nacional de Bombeiros e Proteção Civil e, posteriormente, à Autoridade Nacional de Proteção Civil (hoje Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil), até 2012”.

Após a passagem à reserva, exerceu funções autárquicas como presidente da Assembleia Municipal de Proença-a-Nova entre 2009 e 2017.

“O seu percurso foi objeto de reconhecimento público, incluindo a Grã-Cruz da Ordem do Mérito, atribuída em 2014, e a atribuição, pelo Município de Proença-a-Nova, da Medalha de Ouro do Município, em 2024, no âmbito das comemorações dos 50 anos do 25 de Abril”, enaltecem os socialistas no voto.

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