Agência funerária albicastrense acusada de usar dados de falecido para não pagar multa de trânsito

O proprietário da agência funerária “Funeralbi”, em Castelo Branco, está a ser acusado pelo Ministério Público de ter utilizado os dados de um jovem de 19 anos, já falecido, para escapar ao pagamento de uma multa por excesso de velocidade. 

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  • Publicado: 2025-11-29 08:19
  • Por: Diário Digital Castelo Branco/Albinoticias

Segundo avança a TVI, o arguido, António Roque, arrisca uma pena de prisão que pode chegar aos sete anos pelos crimes de falsificação ou contrafação de documento e uso indevido de dados pessoais.

A situação remonta a 31 de dezembro de 2023, quando a carrinha funerária da empresa foi apanhada por um radar a circular a 130 km/h. A infração, que implicaria uma coima entre 300 e 1500 euros, acabou por ser imputada, indevidamente, ao jovem Rodrigo, que tinha morrido num acidente de viação em Idanha-a-Nova. A família do jovem recebeu em casa a notificação da multa, acompanhada da imagem captada pelo foto-radar, onde surgia claramente a viatura da funerária.

De acordo com a investigação, o proprietário terá indicado deliberadamente os dados do jovem falecido como sendo o condutor da carrinha no momento da infração, com o objetivo de evitar responsabilidades legais e o pagamento da coima.

O caso surge poucos dias depois de a própria Funeralbi ter anunciado publicamente a suspensão da sua atividade por tempo indeterminado, alegando “motivos de saúde”. Desde então, as redes sociais da empresa foram apagadas e o respetivo site sido suspenso, aumentando as interrogações em torno da atuação da agência.

O processo segue agora para julgamento, com o Ministério Público a sustentar que o arguido manipulou informação pessoal de um falecido para benefício próprio.

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