O proprietário da agência funerária “Funeralbi”, em Castelo Branco, está a ser acusado pelo Ministério Público de ter utilizado os dados de um jovem de 19 anos, já falecido, para escapar ao pagamento de uma multa por excesso de velocidade.
Segundo avança a TVI, o arguido, António Roque, arrisca uma pena de prisão que pode chegar aos sete anos pelos crimes de falsificação ou contrafação de documento e uso indevido de dados pessoais.
A situação remonta a 31 de dezembro de 2023, quando a carrinha funerária da empresa foi apanhada por um radar a circular a 130 km/h. A infração, que implicaria uma coima entre 300 e 1500 euros, acabou por ser imputada, indevidamente, ao jovem Rodrigo, que tinha morrido num acidente de viação em Idanha-a-Nova. A família do jovem recebeu em casa a notificação da multa, acompanhada da imagem captada pelo foto-radar, onde surgia claramente a viatura da funerária.
De acordo com a investigação, o proprietário terá indicado deliberadamente os dados do jovem falecido como sendo o condutor da carrinha no momento da infração, com o objetivo de evitar responsabilidades legais e o pagamento da coima.
O caso surge poucos dias depois de a própria Funeralbi ter anunciado publicamente a suspensão da sua atividade por tempo indeterminado, alegando “motivos de saúde”. Desde então, as redes sociais da empresa foram apagadas e o respetivo site sido suspenso, aumentando as interrogações em torno da atuação da agência.
O processo segue agora para julgamento, com o Ministério Público a sustentar que o arguido manipulou informação pessoal de um falecido para benefício próprio.
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