Por: Diário Digital Castelo Branco
O cantor João Coração estreia-se em concerto na Covilhã, na 3ª noite do “Verão no Centro Histórico”, a 16 de Agosto, no Largo de São Silvestre, acompanhado por uma banda de sonho: João Pinheiro (Diabo na Cruz, Cassete Pirata, Sal); Tony Love (Lena D'Água, Joana Espadinha); Velhote do Carmo (Filipe Karlsson) e Martim Seabra.
Organizado pela Câmara Municipal da Covilhã, o “Verão no Centro Histórico” une história, património e teatro ao melhor da nova música local e nacional. Continuando com as visitas guiadas encenadas mais participadas do país e espetáculos musicais de qualidade, o “Verão no Centro Histórico” leva as pessoas para a rua, em grandes noites de cultura no coração da cidade.
As didáticas e divertidas visitas guiadas encenadas pela atriz Joana Poejo começam (21:30) e terminam no local dos concertos, os quais têm início às 22:30 em locais improváveis e emblemáticos do centro histórico da Covilhã. O evento é gratuito e de participação livre.
Depois de João Coração, seguem-se os concertos de JP Simões (23 de agosto, na Rua do Norte) e do projeto local Blue Velvet (30 de agosto, na Rua 1º de Dezembro). João Coração é um trovador que deu que falar no final dos anos zero, quando editou dois álbuns de culto: o noturno e discreto “Sessão de Cezimbra, n.º 1” (2008) e o soalheiro e viral “Muda Que Muda” (2009), pela FlorCaveira.
Foi um dos “capitães” da “mini-revolução” na música alternativa portuguesa levada a cabo por nomes como Samuel Úria, B Fachada, Jorge Cruz, Tiago Guillul ou Manuel Fúria. Depois desapareceu de cena. Interrompe agora um longo silêncio de 15 anos e estreia-se em concerto na Covilhã, na 3ª noite do “Verão no Centro Histórico”.
Quem conhece João Coração sabe que ele é um ser de contradições, sonhador e fazedor. As suas letras navegam os altos e baixos da existência e os protagonistas das suas canções estão em luta constante: o amor de um lado e o medo do outro. Quem ganha essa luta depende de quem ouve. Em 2024, ressurge alinhado com a Cuca Monga e com um disco, “Soberana” (a editar em setembro), que testemunha a sua evolução pessoal e criativa.
As canções surgem como as anteriores, de assalto, sem aviso, mas o processo de gravação é outro, mais ponderado e polido, pela primeira vez em estúdio, com arranjos desenhados à priori. Sempre fiel à sua poesia, João Coração explora atmosferas novas, magnéticas e intrigantes.
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