Artes aproximam e respiram melhores tempos em Proença-a-Nova, Oleiros, Sertã, Vila de Rei e Mação

Trata-se de um programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Proença-a-Nova, Oleiros, Sertã, Vila de Rei e Mação que arranca dia 27 de Novembro no Centro de Portugal.

  • Cultura
  • Publicado: 2021-11-21 08:25
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

A designação de "Fôlego" surge da associação do território ao fogo, mas também ao ar, necessário à combustão e à vida. O programa convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. O 'Fôlego' atuará no território entre 2021 e o verão de 2023.

Privilegiando o envolvimento da comunidade local em torno de um futuro saudável e consciente, o 'Fôlego' terá uma programação cruzada entre áreas artísticas: artes plásticas, dança, fotografia, música, novo-circo, novos media e teatro. Terá como eixo principal a arte participativa e comunitária, em relação próxima com as populações, promovendo a mobilidade de públicos e artistas locais, nacionais e internacionais.

Selecionado para financiamento no quadro EEA Grants, Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o projeto é promovido pela Academia de Produtores Culturais, em parceria com Mapa das Ideias, H2Dance (Noruega), Universidade da Islândia, Associação Pinhal Maior e os cinco municípios, Oleiros, Proença-a-Nova, Oleiros, Sertã, Vila-de-Rei e Mação, atuando num esforço coordenado entre dezenas de instituições locais, nacionais e internacionais, de caráter governamental e não-governamental. 

O 'Fôlego' aliará as artes, a ciência e o ambiente, trabalhando a problemática do clima em várias frentes - não apenas numa abordagem conceptual e artística, mas também pela sensibilização e envolvimento da comunidade em ações concretas no sentido da mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática.

 

CONCERTO DE ABERTURA (Bruno Pernadas: 27/11)

Todas as iniciativas do 'Fôlego' serão de participação livre e o programa apresenta-se ao público a 27 de Novembro, na Casa da Cultura da Sertã, com um concerto de Bruno Pernadas.

 “Private Reasons” assinala o regresso de Bruno Pernadas às edições depois de “How Can We Be Joyful in a World Full of Knowledge” (2014) e “Those Who Throw Objects at The Crocodiles Will Be Asked to Retrieve Them” (2016). O aguardado novo disco surge em 2021 depois de ter assinado recentemente a banda sonora do filme “Patrick” de Gonçalo Waddington e da série da Netflix “Glória”.

O compositor, produtor e multi-instrumentista que integra também bandas como Real Combo Lisbonense ou Montanhas Azuis foi o primeiro português a produzir um disco de uma banda japonesa - “Massana Temples”, de Kikagaku Moyo - e actuou em 2018 no conceituado Festival de Frue, no Japão juntamente com a sua banda de nove elementos. Em Janeiro do próximo ano será o representante da Antena 3 no festival Eurosonic, na Holanda.

 

MAIS DESTAQUES DO PROGRAMA (2021-2023)

 “Ice & Fire”, intercâmbio de residências académicas/artísticas entre a Islândia e Portugal – gelo e fogo –que culminará na elaboração de num manual de Boas Práticas para o Clima entre os dois países.

“Migrantes Climáticos”, projeto de criação sobre as memórias das populações migrantes no local pela companhia Teatro O Bando

“Planta Party”, série de eventos musicais nas praias fluviais que levarão à reflorestação de áreas ardidas. 

“Vilas Mutantes”, trabalho sobre as memórias, costumes e saberes da comunidade pela coreógrafa Alice Duarte e o músico Alexandre Moniz

“H2Dance” - um “festival do futuro”, com foco nos desafios climáticos será preparado pela estrutura norueguesa H2Dance, envolvendo jovens e artistas locais profissionais.

Fernando Mota criará instrumentos musicais a partir de galhos de árvores, Capicua apresentará o projeto Mão Verde.

Artistas locais serão convidados a atuar nos concelhos vizinhos. O programa terá uma presença forte e contínua ao longo dos dois anos.

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