Sérgio Godinho encerrou IV FestIn no Castelo da Sertã

O concerto de Sérgio Godinho no Castelo da Sertã, no passado dia 10 de julho, marcou o final de mais uma edição do FestIn que, desde a primeira edição demonstrou uma forte aposta na música de cantautor, tendo este ano levado à Casa da Cultura da Sertã nomes como Homem em Catarse, Raquel Ralha e Pedro Renato.

  • Cultura
  • Publicado: 2021-07-18 00:00
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Sérgio Godinho, o “escritor de canções”, apresentou no Castelo da Sertã “Nação Valente”, o seu mais recente disco e espectáculo, que teve como pano de fundo as criações mais recentes, reveladas em 2018 e que trouxeram colaborações inéditas, inesperadas e bem-sucedidas com David Fonseca, Filipe Raposo, Hélder Gonçalves e Pedro da Silva Martins. Não faltaram letras de José Mário Branco nas composições de uma parte significativa do seu 18º álbum de estúdio. Tratou-se de um concerto com a voz que conforta e inquieta desde a década de 70 do século passado. Olhar a obra de Sérgio Godinho é também descobrir uma parte significativa da vivência de todos, do quotidiano, do amor, das lutas, das perdas e das alegrias. Em palco, às canções que compõem o disco “Nação Valente” juntaram-se outras menos recentes, que enriqueceram o retrato da nação.

Anteriormente, a 19 de junho, na Casa da Cultura da Sertã, Raquel Ralha e Pedro Renato, apresentaram-se em trio acompanhados de Sérgio Costa nas teclas. Raquel Ralha e Pedro Renato trabalham juntos desde o tempo dos Belle Chase Hotel, tendo prosseguido caminho com Wraygunn, Azembla’s Quartet e, mais recentemente, com Mancines. Apresentaram o seu último álbum, intitulado The Devil’s Choice vol.II qu, à semelhança do primeiro, apresenta uma sonoridade onde os acordes se soltam por caminhos simples ou volteando por labirintos de distorções guiados pela voz inconfundível de Raquel Ralha.

Homem em Catarse, alter-ego musical de Afonso Dorido, abriu as hostes do FestIn a 12 de junho, na Casa da Cultura da Sertã tendo apresentado o novíssimo “sete fontes”, composto e gravado durante a pandemia, e o anterior e conceptual álbum “sem palavras | cem palavras”. Baseado num poema da sua autoria que deu mote e título ao disco onde se ouve pela primeira vez um piano e laivos de eletrónica em sintonia com a sua inconfundível guitarra. Afonso é um “one man show” que toca guitarra, piano e também canta. Fá-lo com a ajuda de samplers e sozinho, apresentando música composta por diversas camadas com grande ritmo e sonoridade.

Promovido pelo Município da Sertã, esta edição do FestIn, à semelhança das anteriores, foi bastante aplaudida e acolheu as melhores críticas por parte do público que enalteceu a qualidade dos concertos. 

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