União de Sindicatos de Castelo Branco contra retirada da construção do IC31 no PRR

União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB) repudia a decisão do Governo de retirar a construção do Itinerário Complementar (IC) 31, entre Castelo Branco e Monfortinho do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

  • Economia
  • Publicado: 2021-04-24
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Em comunicado enviado ao Diário Digital Castelo Branco, a USCB/CGTP-IN, Associação Sindical dirigida por Sérgio Santos, refere que "perante mais este atentado ao Interior do País", manifesta "o seu mais veemente protesto e repúdio por mais esta decisão do Governo".

Apela ainda às populações e aos autarcas para que se "unam e reclamem a concretização de uma política que responda com seriedade aos graves problemas do interior do país", onde o distrito de Castelo Branco se insere.

A posição da USCB surge na sequência da decisão do Governo de retirar a construção do IC31, entre Castelo Branco e Monfortinho, dos investimentos previstos no PRR.

Na versão submetida a consulta pública, em 16 de fevereiro, o Governo previa um investimento global de 110 milhões de euros em infraestruturas rodoviárias para assegurar as ligações transfronteiriças entre Portugal e Espanha, que no documento final, entregue na quinta-feira, foi reduzido para 65 milhões de euros.

Entretanto, o gabinete do ministro das Infraestruturas e da Habitação, numa nota enviada à comunicação social, veio assegurar que os cinco projetos rodoviários que deixaram de contar com PRR serão executados "com recurso a financiamento nacional" por ser essencial a sua implementação.

Além da ligação entre a autoestrada 23 (A23), em Alcains, Castelo Branco, e a fronteira nas Termas de Monfortinho (IC31), deixam de contar com financiamento do PRR o novo acesso de Sever do Vouga (distrito de Aveiro) à A25/IP5 (IC35) e a ligação ao IP3 dos concelhos de Vila Nova de Poiares, Penacova, Lousã, Miranda do Corvo e Góis (distrito de Coimbra), que ficam a sul desta via.

Também a preconizada nova ligação do Terminal Ferroviário de Alfarelos, no concelho de Soure, e a EN341 entre Taveiro (Coimbra) e a A1 (lanço vulgarmente conhecido por Via Rápida de Taveiro) deixa de contar com financiamento no âmbito do PRR, tal como o prolongamento do IC6 (Itinerário Complementar do Pinhal Interior Norte) entre o nó de Tábua (Coimbra) e a Estrada da Beira (EN17) em Folhadosa (Seia, Guarda).

Apesar da promessa governamental e sem porem em causa "as boas intenções” do ministro Pedro Nuno Santos, “quando diz que esses empreendimentos irão avançar com financiamento nacional”, os sindicalistas afirmam querer “deixar muito claro que, neste caso”, têm de “recorrer ao velho ditado do ver para crer".

A USCB refere que essas afirmações podem ser "legitimamente, lidas como a tentativa de calar as populações e os autarcas pois, este ano, há eleições autárquicas".

"Pela nossa parte tudo faremos para defender e afirmar o Interior do país, estando disponíveis para a convergência e a ação conjunta com todos os que não se resignam ao fatalismo da interioridade", concluem.

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