Covid-19: Quase 40% das empresas de Castelo Branco só têm liquidez para um mês

Associação Comercial e Empresarial da Beira Baixa (ACICB) revela que 31,3% das empresas na sua área de abrangência tiveram dificuldade no pagamento de salários e 39,8% só têm liquidez para mais um mês.

  • Economia
  • Publicado: 2021-04-06
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco

Numa nota de imprensa enviada ao Diário Digital Castelo Branco, a ACICB refere que realizou um inquérito no mês de março, junto das empresas sedeadas na sua área de influência, para perceber o impacto e os efeitos da pandemia da covid-19.

"A pandemia por covid-19 e os confinamentos decretados pelo Governo para minimização do contágio têm tido efeitos muito penalizadores e este inquérito veio demonstrar que, das 400 empresas que responderam, quase 90% afirmaram ter tido redução na faturação", afirma a direção da ACICB.

O inquérito assinala que 119 empresas declararam ter tido uma quebra de faturação superior a 60% e, apesar da grande maioria das empresas (90,5%) não terem tido necessidade despedir trabalhadores, "31 empresas afirmaram ter despedido dois ou mais funcionários".

Ainda no campo do emprego, "31,3% das empresas indicaram ter sentido dificuldade no pagamento dos salários" e no que diz respeito a impostos e outras obrigações empresariais, "83,8% dos inquiridos revelam ter conseguido fazer face a todas as despesas".

Já em relação aos créditos, 21% dos inquiridos que os contraíram, "indicam não ter conseguido pagar atempadamente" as suas obrigações.

Situação semelhante verifica-se relativamente ao pagamento das rendas, em que "24,5% responderam não ter conseguido efetuar o pagamento".

A ACICB sublinha ainda que 73,8% revelou "ter recorrido aos apoios disponibilizados pelo Governo e por outras entidades" e "90,3% considera que estes não são suficientes para fazer face à atual situação em que se encontram".

Já em relação ao futuro, a curto prazo, o inquérito revela que "39,8% das empresas confessaram ter liquidez para apenas mais um mês e 85,5% indicaram que não irão fazer novos investimentos".

"Trata-se efetivamente de um cenário muito preocupante, pois a adesão muito relevante a este inquérito, atribui-lhe um significado muito expressivo no que respeita à situação em que os nossos empresários se encontram", sustenta.

Face ao cenário demonstrado pelo inquérito, a ACICB afirma que "as consequências desta pandemia são catastróficas no que ao pequeno comércio diz respeito e a segunda é que os apoios não têm sido suficientes".

"Os tempos que se avizinham serão muito difíceis e se não existir um apoio forte, bem orientado e rápido ao comércio, estimamos que mais de 20% do tecido empresarial da nossa região não consiga sobreviver a esta crise", conclui a associação.

A ACICB tem cerca de mil associados e abrange todos os concelhos que integram a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB): Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Oleiros, Proença-a-Nova, Penamacor e Vila Velha de Ródão.

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