Assembleia Municipal de Castelo Branco aprova contas de 2019

A Assembleia Municipal de Castelo Branco aprovou hoje, por maioria, as contas do município liderado pelo socialista Luís Correia, relativas a 2019, com o PSD a falar de "má gestão" e o PS a realçar o superávite da autarquia.

  • Economia
  • Publicado: 2020-06-29
  • Autor: Diário Digital Castelo Branco/Lusa

"A Câmara, pelos indicadores económicos, tem sido tudo menos bem gerida. As despesas com o pessoal subiram desde 2015 19,35%. A pergunta é: A Câmara está a prestar um melhor serviço ou não está face aos anos anteriores? Não está", afirmou o deputado do PSD Álvaro Baptista.

O social-democrata sublinhou que a Câmara de Castelo Branco, em 2019, apenas executou 57% daquilo que prometeu aos albicastrenses e apresentou um prejuízo de três milhões de euros.

"A despesa corrente aumentou desde 2015. A despesa de capital é desastrosa. A câmara municipal fez pouco mais de metade do que prometeu. Isto é grave", sustentou.

Álvaro Batista frisou que os números mostram uma "má gestão" da Câmara de Castelo Branco e para reforçar esta ideia deu como exemplo aquilo que o executivo socialista prometeu investir em funções sociais: "Foram mais de quatro milhões de euros e o resultado é de 2,4 milhões de euros. Ficaram por investir dois milhões de euros no concelho de Castelo Branco".

"Quando se fala em gestão, a câmara municipal tem que pedir desculpa porque não soube estar à altura", concluiu.

Já o deputado do PS João Pereira saiu em defesa do executivo socialista e afirmou que dizer-se que há má gestão quando existe um superávite, "se calhar é lançar poeira para os olhos das pessoas".

O socialista realçou os três pilares do orçamento: "Estabilidade, robustez e solidez".

João Pereira desvalorizou o resultado negativo de três milhões de euros e frisou que o município só em amortizações aplicou 1,6 milhões de euros.

"A Câmara de Castelo Branco tem hoje aqui condições para poder perspetivar o futuro", concluiu.

As contas do município relativas a 2019 acabaram por ser aprovadas, por maioria, com a bancada socialista a votar favoravelmente, os sociais-democratas contra e o CDS-PP e a CDU a optarem pela abstenção.

O deputado do Bloco de Esquerda (BE) acabou por não votar, uma vez que se teve de ausentar da sala por questões de saúde.

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